Entrevista Francisco Louça, líder do Bloco de Esquerda
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Canção nº 11 - Todas as Ruas do Amor
O início dos Flor-de-Lis está intimamente ligado à participação de Pedro Marques como percussionista no projecto “Adufe”, inicialmente concebido por José Salgueiro como um espectáculo para a Expo-98 e que evidenciava o instrumento tradicional português.
O sucesso obtido permitiu realizar entre 1999 e 2000 várias datas nacionais e internacionais, suscitando no músico Pedro Marques a vontade de explorar toda a riqueza da música portuguesa, aliando elementos de música do mundo.
O projecto começa a ganhar forma em 2001, com a participação de vários músicos em sessões de gravações, entre os quais Paulo Pereira, que se manteve desde então nos sopros.
Nos últimos anos, os “esqueletos” das várias músicas foram surgindo naturalmente, num processo que envolveu várias abordagens e instrumentistas.
O repertório actual apresenta não só letras originais de Pedro Marques e Daniela Varela, mas também poemas de Eugénio de Andrade, José Régio, Ary dos Santos, David-Mourão Ferreira e Maria José de Castro.
A sonoridade assenta na música popular portuguesa, do fado ao folclore, mas o resultado final deriva também da fusão com sonoridades de outros continentes, com um forte cariz popular. Ao lado de instrumentistas como Pedro Marques na percussão (cajon, darbuka, timbales, congas, bongós, adufes, bateria), José Camacho (guitarra e guitarra portuguesa), Jorge Marques (guitarra e cavaquinho), Paulo Pereira (flauta, sax soprano e sax tenor), Rolando Amaral ( baixo) ou Ana Sofia Campeã (acordeón) surge a voz de Daniela Varela.
Daniela cedo destacou-se a cantar, tendo participado aos 8 anos nos “jovens cantores de Lisboa” de Ana Faria e, a partir dos 10 anos, em peças encenadas por Filipe La Féria como “Jasmim ou o Sonho do Cinema” ou “Godspell”. Após um breve interregno, em que descobriu o interesse na banda desenhada e ilustração, voltou a cantar ao vivo e juntou-se este ano aos Flor-de-Lis.
O ano de 2008 conheceu grandes desenvolvimentos, entre os quais, um colectivo estável que permitiu finalizar os arranjos e levá-los para o palco, com a apresentação a acontecer na Fábrica Braço de Prata a 26 de Julho.