Vozes da Lusofonia

Poetas, músicos,intérpretes e outros criadores ,que têm a  nossa língua como referência, sentam-se todas as semanas à nossa mesa de conversa.

Edgar Canelas

2012-05-12 22:33:43

Zé Perdigão&André Varandas

Zé Perdigão&André Varandas
na emissão de 13 de Maio

Visitar | O encontro da Voz e Piano, da palavra com música, numa visita a grandes poetas e cantautores portugueses com quem todos queremos estar, mesmo que por breves instantes, para matar a saudade.  Na intimidade da visita todos queremos saber do passado num "Presente" breve e na mesma brevidade se conta e se canta um povo, uma cultura, uma forma de expressão única na qual nos identificamos e revêmos.
 Visitar | É partilhar momentos de emoção na surpresa da chegada e na alegria da partida ficando sempre a saudade e o desejo de , mais VISITAR!



por : Edgar Canelas

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2012-04-15 02:40:57

Inês Duarte e `Este Fado`

Inês Duarte e `Este Fado`
domingo 15 de Abril 2012

Inês Duarte apresenta em 2012 o seu novo álbum - "Este Fado", com o selo Antena 1. O tema "Coração do Alto Mar" é o single de apresentação da jovem fadista. Neste álbum estão presentes 14 temas maioritariamente originais, onde o timbre fadista da suave voz de Inês Duarte nos remete para a tradição do Fado, mas faz-nos igualmente viajar por outras paragens da lusofonia, sentindo-se por vezes requintadas influências de jazz. Este disco conta ainda com a participação de um convidado muito especial: Carlos do Carmo, que acedeu prontamente ao convite, marcando presença em dueto com Inês Duarte no tema "Dentro de mim Lisboa". Valter Rolo é produtor e director musical deste trabalho, tendo gravado o piano acústico. Inês Duarte conta ainda com um acompanhamento musical de excepção, nomeadamente Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola), Marino de Freitas (baixo acústico e co-produção), Celina da Piedade (acordeão), Bruno Baião (violoncelo), António Barbosa (violino), Sertório Calado (percussão), Alain Chafehwé (bateria), Múcio Sá (violão) e José Canha (contrabaixo). Neste disco, Inês Duarte interpreta poemas de Tiago Torres da Silva, Fernando Gomes, Natália Correia, Miguel Torga, entre outros. Inês Duarte estreou-se no Fado aos catorze anos, vencendo o primeiro prémio num concurso de Fado, em Setúbal, um ano depois de ter iniciado os seus estudo musicais com aulas de canto. Frequentou a grande escola que constituem as Casas de Fado e Colectividades de Cultura e Recreio de Lisboa, onde participou em diversos eventos com alguns dos maiores fadistas do nosso país. A 19 de Junho de 1999 arrecadou o 2º lugar na categoria de sénior na Grande Noite do Fado realizada no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. No mesmo ano, em Setembro, viria a lançar o seu primeiro trabalho discográfico intitulado "Reflexos". Os espectáculos são uma constante da sua carreira, tendo cantado de Norte a Sul do país e além fronteiras, nomeadamente Holanda, Suíça e França. Inês Duarte teve a honra de trabalhar com o falecido Maestro José Marinho no projecto "Quinteto Amália". No âmbito das comemorações do 10 de Junho do ano de 2007, Inês Duarte foi escolhida para preencher o momento musical que brindou a comitiva da Presidência da República.    




por : Edgar Canelas

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2012-02-07 22:33:55

Melech Mechaya e a música Klezmer

Melech Mechaya e a música Klezmer
na emissão de 5 de Fevereiro

  
Melech Mechaya é uma banda portuguesa de música Klezmer sediada em Lisboa e Almada, e são geralmente considerados como a primeira e mais proeminente banda do género em Portugal. Atingiram alguma notoriedade devido aos seus festivos concertos e contagiante sonoridade Klezmer, inspirada ainda pelas músicas cigana, árabe e balcânica, bem como Fado e Tango. As suas actuações ao vivo são muito interactivas, e Rodrigo Nogueira da revista Time Out referiu-se a eles como "uma banda incrível ao vivo".

O grupo formou-se nos finais de 2006 com João Graça no violino, Miguel Veríssimo no clarinete, André Santos na guitarra, João Sovina no contra-baixo e Francisco Caiado na percussão. Em 2008 lançaram o EP "Melech Mechaya" (ed. autor), e em 2009 foi lançado o seu disco de estreia "Budja Ba" (Ovação), com a participação das Tucanas. Eelco Schilder, da revista FolkWorld, considerou-os "cinco músicos notáveis" e a sua abordagem ao Klezmer "muito diferente". Em Outubro de 2011 editaram o longa-duração "Aqui Em Baixo Tudo É Simples" (Pontozurca), que conta com convidados como a fadista Mísia ou o trompetista norte-americano Frank London, dos Klezmatics (vencedores de um Grammy em 2006).

Os Melech Mechaya andaram em digressão quase ininterrupta desde 2007, e tocaram em mais de 120 concertos em Portugal, Espanha e Croácia. Os seus espectáculos, que João Bonifácio do Público classificou de "pura e simplesmente electrizantes", fizeram parte de importantes festivais, tais como FMM Sines, Super Bock Surf Fest, Festa do Avante!, Festival Bons Sons ou CCB Fora de Si, e fizeram ainda a primeira parte do concerto de 'Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra' no Coliseu de Lisboa em 2010. Fora de portas os Melech Mechaya actuaram no 'Spancirfest' na Croácia, e em diversos festivais em Espanha, tendo encerrado o festival Evoluciona Musica em Burgos (onde participaram ainda Kroke e Portico Quartet) e o festival Frigliana Tres Culturas em Málaga (cujo concerto foi transmitido pela Radio 3 da RTVE).

Têm trabalhado frequentemente em teatro e cinema; além de produzirem os seus próprios telediscos, a sua música aparece em bandas sonoras de inúmeras curtas-metragens, participaram e fizeram a direcção musical da peça de Antón Tchekhov 'Ivanov', com a companhia de teatro 'A Truta', e foram ainda convidados da peça "Bennie Hall" pela companhia Esticalimógama.


por : Edgar Canelas

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2012-01-30 19:56:25

Olivia e Francis Hime

Vozes, domingo, 29 de janeiro


O título ALMAMÚSICA escrito assim, numa só palavra, já revela muito sobre o primeiro CD que Olivia e Francis Hime gravaram juntos e que vão agora apresentar em espectáculo único. Ao longo dos "46 anos de namoro com Olívia", na definição do maestro, músico e compositor Francis Hime, foram muitas as colaborações, parcerias e produções, mas o casal nunca havia estado em estúdio, preparando e concebendo um projeto só deles.
Trata-se de uma delicada e intimista celebração à vida e à música, uma trilha sonora que percorre as biografias de Olivia e Francis. É Olivia quem aponta o caminho da seleção do repertório de ALMAMÚSICA: "Cantamos canções que, em algum momento de nossas vidas, ora pra um, ora pra outro, se entranharam como tinta num belo tecido". Tecido esse que abriga e explora a riqueza e a diversidade da música brasileira.
Com o formato de voz e piano, o repertório inclui canções de diversos compositores, além da faixa título, de Olivia e Francis. As músicas surgem em seis suítes ou "quadros", como prefere Francis, agrupadas em diferentes épocas.



por : Edgar Canelas

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2012-01-21 16:33:47

Cordis

na emissão de 22 de Janeiro de 2012




O brilho das cordas vibrantes e o calor das madeiras ressonantes misturam-se, confundem-se... Invadem-nos com a força de quem sopra as nossas velas em direcção a um mar novo, rico de sons salgados e ritmos ondulantes. Entrelaçadas a quatro mãos, estas cordas amarram-nos a um rumo certo e libertam-nos na ousada paixão entre o piano e a guitarra.

in CORDIS



por : Edgar Canelas

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2012-01-15 16:51:03

Quatro de TAMBOR

na emissão de 15 de Janeiro de 2012




"Tambor" nomeados na categoria de melhor grupo de 2010 com o disco "Quatro" para os "XVI Globos de Ouro".

Desde o início de 2010 que a Rádio e TV mostram os temas de "Quatro" o quarto disco de originais de "Tambor" e que os concertos acústicos e electro/acústicos se multiplicam.

"Cada dia que passa" , faz parte da banda sonora de "Lua Vermelha" e "Devagar em dias sim" da banda sonora de "Laços de Sangue".

Após 12 anos de trabalho fica aqui o reconhecimento dos pares e do público.


por : Edgar Canelas

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2011-12-25 16:41:40

A Missa Do Galo

A Missa Do Galo
A Missa do Galo segue livremente a estrutura dramática e litúrgica duma missa católica romana.

na emissão de 25 de Dezembro de 2011


Inspira se nas velhas Missas do Galo transmontanas com desgarradas assentes em motes do Evangelho, acompanhadas a concertina, aqui substituídas por canções. O galo desta missa e o Homem que ascendeu ao poleiro da ciência e da tecnologia e que, perante o espelho da sua admirável prosperidade, tem um assomo de melancolia ao perceber que, apesar de ter tudo, continua a padecer da inveja, da mesquinhez e da ganância. A missa recorre a metáfora central duma barca que atravessa a Historia num roteiro de factos e alertas contra os perigos da repetição e do esquecimento. Nesse percurso eucarístico, com vista a redenção e ao perdão, o galo tropeça num paradoxo: o conhecimento concedeu lhe o livre arbítrio que lhe permitiu emancipar se do velho pai castigador, mas, ao mesmo tempo, depositou lhe na alma uma momentânea nostalgia do tempo em que o Pai ralhava com ele pelos erros cometidos. Vê-se assim confrontado com o preço da liberdade: solidão da responsabilidade. A missa e o espaço introspectivo que disseca a melancolia proveniente dessa responsabilidade - que ele combate com o consumo enquanto modo de vida, e cujo corolário e o primado da tecnocracia sobre tudo e a ameaça de esgotamento de recursos do planeta. O processo assenta numa espécie de monologo shakespereano no qual o galo e visitado pelos seus fantasmas interiores, juízes da consciência que o vem julgar por ter substituído o Humanismo dos últimos cinco séculos pelo neo-liberalismo dos últimos trinta anos, onde as pessoas são apenas números e estatísticas. O veredicto e ser transformado em arroz de cabidela, num sacrifício votivo e solsticial. Autoria de Carlos Te e Manuel Paulo
Encenação Luisa Pinto
Cenografia Joao Mendes Ribeiro e Catarina Fortuna
Figurinos Catia Barros e Luisa Pinto
Interpretação Antonio Duraes, Elisa Rodrigues, Flora Miranda, Ines Sousa, Isabel
Carvalho, Joao Miguel Mota e Rui David
Músicos Andre Hollanda (bateria/toy piano), Manuel Paulo (piano/teclado), Marco
Nunes (guitarra), Miguel Ramos (Baixo) e Pedro Vidal (guitarra/pedal steel/banjo)


por : Edgar Canelas

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2011-11-17 21:31:46

A Água Doce de Pierre Aderne

A Água Doce de Pierre Aderne
ÁGUA DOCE o novo trabalho de PIERRE ADERNE vem juntar-se aos anteriores CASA DE PRAIA e ALTO MAR completando assim a trilogia das águas.

na emissão de 30 de Otubro de 2011




Produzido e misturado no Downtown Recording Studios de Nova Iorque por Brian Cullman e Hector Castillo (que produziram artistas como Bjork, Lou Reed, Roger Waters e Phillipe Glass entre outros), ÁGUA DOCE é composto por 10 temas e conta com as participações (como convidadas especiais) de MADELEINE PEYROUX, CUCA ROSETA e ALEXIA BOMTEMPO
A acompanhá-lo musicalmente estiveram SATOSHI TAKEISHI (percussão), BARAK MORI (contrabaixo), JORGE CONTINENTINO (pífaros), RICARDO CRUZ (contrabaixo), PRETINHO DA SERRINHA (percussão), ANDREW STERMAN (flauta baixo) e GLEN PLATCHA (teclas).

ÁGUA DOCE é um disco de canções que viajam nuas desde o mar aberto ao interior do Brasil, através de uma exótica viagem do artista construída a partir das suas experiências pelo Brasil e pelo mundo, criando uma atmosfera poética e musical única.

Neste trabalho a voz aveludada de PIERRE ADERNE surge envolta em suaves melodias e harmonias, sussurradas como aromas e sabores, que tocam a boca com inúmeras chances de descoberta de sensações profundas e novas.



 



por : Edgar Canelas

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2011-09-26 21:27:00

Marcio Faraco

Para todos os que conhecem o incontornável "Famous Blue Raincoat", tema pertencente ao álbum Songs of Love & Hate de Cohen e canção Anglo-Saxónica do século XX, sabe que todos os países têm que ter o seu Leonard Cohen; o Brasil terá essa personificação em Márcio Faraco.

no Vozes de 25 de Setembro




MARCIO FARACO

O Tempo

Para todos os que conhecem o incontornável "Famous Blue Raincoat", tema pertencente ao álbum Songs of Love & Hate de Cohen e canção Anglo-Saxónica do século XX, sabe que todos os países têm que ter o seu Leonard Cohen; o Brasil terá essa personificação em Márcio Faraco. Isto, porque cada um dos temas que dá corpo a este novo trabalho é um exemplo de fineza e de frágil balanço entre gentileza e seriedade; o que nos poderá parecer por momentos desprendimento ou indiferença, não é nada mais, nada menos que uma forma de "escutar de ouvido" para um músico que se destaca na arte do esboço das canções.

A ternura, o respeito pelos outros e um sentimento de reserva são as marcas de Márcio Faraco, livre de Pathos, mas sempre com traços das suas influências mais marcantes como é o caso de João Gilberto, António Carlos Jobim e Vinícius de Moraes.

 

"O Tempo" evoca o som primitivo de uma certa música Portuguesa - a saudade expressa pelo Fado, misturada com sonoridades vindas de África e de Cuba. Os temas são sempre autobiográficos e conduzem-nos numa viagem intimista, através do tempo e das memórias de Márcio Faraco. Por exemplo, "Constantina", tema que se refere à governanta da casa do cantor, versa sobre a descoberta de uma mulher humilde que Márcio imagina a descobrir o mar pelos seus olhos.

A maior parte das letras foram escritas em parceria com uma grande diversidade de letristas, sempre com o intuito de trocar mundos e experiência, no entanto, a música serve sempre de elo de ligação, orientada para a continuidade. Uma das participações mais queridas neste disco é com toda a certeza a do percussionista Júlio Gonçalves que toca com Márcio há 20 anos.

 

O Tempo foi como não podia deixar de ser, gravado no Rio de Janeiro, local perfeito para a pureza da voz e guitarra de Márcio Faraco. Mas se era para Márcio ganhar esta aposta, tornavasse vital que estivesse no país de João Gilberto - inquestionavelmente rei do seu estilo. Porém, nada foi simples, já que o músico teve que fazer antecipadamente duas viagens para levar para o Brasil as 6 guitarras com que desejava gravar (Márcio gravou parte deste novo álbum com um guitarra de dez cordas duplas conhecida como a Viola Caipira).

O estúdio sendo em Niterói, do outro lado da Baía do Rio de Janeiro, obrigou Márcio Faraco a fazer 50 quilómetros todos os dias e quando voltava à noite, pela ponte Rio/Niterói, esta estava estranhamente deserta. É fato que desde que o Governo organizou violentas ofensivas contra o tráfico de droga nesta zona, que ninguém se atreve a frequentar Niterói ou a ponte durante a noite.

 

"O Tempo" é assim fruto de um caminho atribulado, por vezes difícil que em nada deixa adivinhar a sua subtileza e serenidade, a paz consigo próprio e o mundo!



por : Edgar Canelas

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2011-08-31 18:50:31

André Sardet


"Pára, Escuta e Olha" no Vozes de 28 de Agosto




O álbum, sucessor do muito bem sucedido "Acústico", tem como single de avanço o tema Roubo-te um Beijo - uma canção que já se ouve em todas as principais rádios e que tem estado no Top das 25 músicas mais tocadas.

O disco estará disponível para venda em duas edições: uma edição limitada numerada que contém o CD, um DVD com cinco videoclips e uma entrevista, um Song Book com as cifras dos principais temas de carreira do músico e um passe numerado de acesso à AS.Tribo - uma comunidade de amigos do André Sardet, que permite a este grupo limitado usufruir de inúmeras contrapartidas; e uma versão standart, com o CD e o DVD com os videoclips e entrevista.

André Sardet conta, na primeira pessoa, como foi o processo de composição e gravação deste novo CD:

"Este álbum foi composto num processo de grande luta interior! A verdade é que, desde 2004, que não compunha neste registo. Isso obrigou-me a redescobrir a minha forma de compor e, em simultâneo, adicionar ao meu processo criativo habitual um instrumento que sempre me fascinou: o piano.

Ao longo desde processo, voltei a dissecar a obra de alguns nomes intocáveis da música; desta vez saboreei toda a obra dos Beatles. As suas fantásticas canções foram uma das grandes fontes de inspiração, não só ao nível da composição dos temas, mas também ao longo de todo o processo de gravação. O seu ambiente remeteu-me para uma altura em que não havia o desenvolvimento tecnológico de hoje e em que os discos se gravavam num mesmo espaço e momento, com os músicos e intérpretes presentes. Foi esse o princípio que apliquei na gravação deste novo disco: gravámos o álbum como se fosse ao vivo, todos os músicos em estúdio, todos os temas gravados num take - voz inclusive. Foi algo que nunca tinha feito, mas que me deu imenso gozo. A proximidade com os demais músicos deste projecto, o facto de estarmos a tocar em simultâneo, dá uma maior autenticidade a todas as canções, o que torna a minha própria prestação vocal bastante mais genuína. Tudo isso se sente neste disco.

"Pára, Escuta e Olha" marca um crescimento e uma nova vivência. Sinto que há alguma diferença naquilo que é contado, da forma como é contado e das histórias que estão reflectidas. Mas há características que são comuns aos álbuns anteriores e que, no fundo, são as marcas da minha identidade como músico: é um disco autobiográfico, em que cada frase me remete para uma imagem como se de um álbum fotográfico se tratasse.

oi por isso que baptizei este disco como "Pára, Escuta e Olha", uma expressão que acaba por sintetizar aquilo que foi o processo de composição do disco. Tive que parar, escutar as minhas influências e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro.

O disco conta com 12 temas inéditos, quatro dos quais são baladas. Esta escolha foi intencional, pois eu sou um músico que se sente muito bem em palco, a cantar com e para o público. Depois de mais de cem concertos com o "Acústico", ficou para mim muito claro que, ao vivo, é fundamental envolver as pessoas, emocioná-las, incentivá-las para que façam parte do concerto. Para que tal aconteça, é fundamental ter alguns temas mais animados e positivos. Sinto-me muito bem a compor baladas, mas achei que era importante dar uma perspectiva das experiências ao vivo e ao mesmo tempo contar algumas histórias que trouxe dessa grande tournée e pô-las em disco.

Gosto muito do resultado final e tenho muita vontade em partilhar as minhas canções com o público, sentir como as vão descobrindo e o que vão descobrindo em "Pára, Escuta e Olha".



por : Edgar Canelas

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2011-08-31 18:26:40

Netinho e A Caixa Mágica





no Vozes de 3 de Setembro





Netinho e A Caixa Mágica Produzido pela Bem Bolado Produções, com criação, roteiro e direção de Netinho, O CD Netinho e A Caixa Mágica é leve e ao mesmo tempo divertido. Romântico e dançante. Mágico e revelador. Tudo se encaixa numa perfeita harmonia, fazendo com que o conjunto da obra agrade do começo ao fim.

O trabalho está impecável, digno de um artista perfeccionista como Netinho. O CD é rico em interpretação e encantamento, que estão presentes nas 22 faixas do trabalho. O público acompanha junto com Netinho todo o set list do álbum, cantando e vibrando com os sucessos que marcaram sua carreira. No repertório, entre regravações com outra roupagem e inéditas, destaque para Crença, Beija-me e Onde Você Se Esconde, além das novas Extrapolou, Apertadinho e Erê.

Quem convida para o espetáculo, logo na abertura do DVD, é o mestre de cerimônia "Mister N", interpretado pelo cantor e ator Ed Balla. O personagem aparece em momentos diferentes e traz um encanto todo especial ao trabalho. Os convidados também são um encanto à parte. O cantor e compositor Jorge Vercillo faz uma participação virtual através de um telão e emociona o público com a canção "Himalaia". Já o cantor D'Black marcou presença com seu jeitão carioca na faixa Pedindo pra voltar. Um destaque especial para os artistas baianos Saulo Fernandes (Banda Eva), Tomate e Alinne Rosa (Cheiro de Amor), que foram os representantes da nova geração do Axé, com as canções "Paixão não tem cura", "Impossível" e "A vida é festa", respectivamente. Créditos do álbum Produção: Netinho
Direção Artística: Netinho
Ano: 2010


por : Edgar Canelas

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2011-08-31 16:31:01

Carla Baptista Alves

Carla Baptista Alves
"Uma viagem singular e plena de beleza"

no Vozes de 11 de Setembro de 2011


«Eu quero partir / Viajar pelo mundo / E descobrir / A razão de querer existir / Noutro lugar», canta Carla Baptista Alves no tema título, oferecendo assim a melhor descrição possível para este belíssimo trabalho.

Uma espécie muito particular de saudade é essa que nos faz desejar a viagem, seja ela física ou espiritual. Essa dor da ausência de outro lugar é o impulso de tantas viagens, das descobertas dos históricos navegadores às abordagens a outras paisagens sonoras por parte de quem tem na música o seu universo. É definitivamente esse o caso da soprano Carla Baptista Alves, que agora edita Noutro Lugar, extraordinário e surpreendente trabalho que tem produção de Carlos Maria Trindade.

Carla Baptista Alves é uma empreendedora por natureza, como qualquer criador deve ser. Esta soprano nasceu no Porto, educou-se pelo mundo, especializou-se no domínio da ópera estudando, por exemplo, com Eliana Cotrubas e Elena Dumitrescu Nentwig, deu voz, corpo e alma a personagens operáticas de Mozart a Kurt Weill, cantou Haendel, Vivaldi, Haydn, Rossini, Pergolesi, Bach e, entre outros mestres, Brahms. Mas a sua experiência e o seu reportório são muito vastos e alargam-se até aos domínios da música contemporânea, sinal claro de que é, de facto, uma mulher que gosta de viajar. Na história da música, como no mundo. Também cantou Rodrigo Leão. E tudo isso porque a música nunca foi prisão para Carla Baptista Alves e no seu universo não há fronteiras que não se consigam atravessar.

A maternidade de Carla Baptista Alves levou-a a criar como uma mãe, compondo directamente para o bebé que tinha acabado de entrar na sua vida. O resultado dessa experiência, World Music For Babies, é uma fantástica colecção de canções de embalar que teve como consequência a imposição de uma vontade cada vez mais insuperável de compor.

Ambiciosa, Carla Baptista Alves voltou a estudar, desta vez orquestração, com o mestre grego Dimitris Andrikopoulos.

«O novo álbum», explica a própria Carla Baptista Alves, «começou por ter por título a palavra "Collage". É um termo das artes plásticas que descreve uma técnica e que me pareceu adequado para titular um trabalho onde a voz e os sons electrónicos, a música clássica e outras sonoridades se juntam para criar algo novo». Desafiada a descrever a sua música, Carla Baptista Alves confessa ser apenas capaz de pensar na palavra «Liberdade»: «É que senti-me de facto livre para fazer o que a imaginação me ditasse, sem medo de rótulos».

A soprano compôs e orquestrou músicas que depois receberam letras de Rui Zink e outras escritas em parceria com o próprio Carlos Maria Trindade. Como é óbvio, Carlos Maria é um veterano com um percurso inquestionável, que sempre procurou a modernidade e que manteve a música de recorte electrónico sempre por perto, até mesmo na aventura Madredeus. Discos como Mr Wollogallu e Deep Travel (que editou nos anos 90) são hoje verdadeiros clássicos da nossa história electrónica.

Ciente de que é a parte mais visível de uma equipa que ajuda a materializar os seus projectos, Carla Baptista Alves menciona a colaboração de todos os que transformaram Noutro Lugar numa experiência total: o álbum contem fotografia e design do Estúdio Cassiano Ferraz, a cantora foi vestida por Anabela Baldaque, o seu vídeo é assinado pela Black ink produções e a masterização tem o carimbo de Quico Serrano.

E com estas coordenadas é fácil perceber que Noutro Lugar se transformou de facto numa viagem singular e plena de beleza. «Eu quero partir / Viajar pelo mundo / E descobrir / A razão de querer existir / Noutro lugar», canta Carla Baptista Alves no tema título, oferecendo assim a melhor descrição possível para o belíssimo trabalho que agora apresenta. A saudade tem muitas formas. Tens muitas almas. Muitas vozes e certamente muitos sons. Noutro Lugar é um disco que nos transporta para o mais fundo dos nossos desejos. Uma proeza só ao alcance das obras mais marcantes.


info editora
  

  



por : Edgar Canelas

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2011-08-22 16:56:05

Rita Red Shoes



no Vozes de 21 de Agosto

Rita Redshoes regressa com a edição do seu segundo trabalho de originais "Lights & Darks", um disco composto por 14 temas e que nos revela uma artista mais madura, desprendida e directa nas suas canções - "Captain Of My Soul", "Bad Lila" ou "You Should Go", entre outras, prometem surpreender quem os ouvir ao vivo.

info Rita Red Shoes


por : Edgar Canelas

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Partimos de um denominador comum, a Língua Portuguesa, para descobrir músicos e outros criadores. Sobre a mesa de conversa, um disco, um concerto, um livro, ou qualquer outra  peça de Cultura. Sempre navegando sem perder de vista o triângulo África, Portugal, Brasil.


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