Vozes da Lusofonia

Poetas, músicos,intérpretes e outros criadores ,que têm a  nossa língua como referência, sentam-se todas as semanas à nossa mesa de conversa.

Edgar Canelas

2012-02-07 22:33:55

Melech Mechaya e a música Klezmer

Melech Mechaya e a música Klezmer
na emissão de 5 de Fevereiro

  
Melech Mechaya é uma banda portuguesa de música Klezmer sediada em Lisboa e Almada, e são geralmente considerados como a primeira e mais proeminente banda do género em Portugal. Atingiram alguma notoriedade devido aos seus festivos concertos e contagiante sonoridade Klezmer, inspirada ainda pelas músicas cigana, árabe e balcânica, bem como Fado e Tango. As suas actuações ao vivo são muito interactivas, e Rodrigo Nogueira da revista Time Out referiu-se a eles como "uma banda incrível ao vivo".

O grupo formou-se nos finais de 2006 com João Graça no violino, Miguel Veríssimo no clarinete, André Santos na guitarra, João Sovina no contra-baixo e Francisco Caiado na percussão. Em 2008 lançaram o EP "Melech Mechaya" (ed. autor), e em 2009 foi lançado o seu disco de estreia "Budja Ba" (Ovação), com a participação das Tucanas. Eelco Schilder, da revista FolkWorld, considerou-os "cinco músicos notáveis" e a sua abordagem ao Klezmer "muito diferente". Em Outubro de 2011 editaram o longa-duração "Aqui Em Baixo Tudo É Simples" (Pontozurca), que conta com convidados como a fadista Mísia ou o trompetista norte-americano Frank London, dos Klezmatics (vencedores de um Grammy em 2006).

Os Melech Mechaya andaram em digressão quase ininterrupta desde 2007, e tocaram em mais de 120 concertos em Portugal, Espanha e Croácia. Os seus espectáculos, que João Bonifácio do Público classificou de "pura e simplesmente electrizantes", fizeram parte de importantes festivais, tais como FMM Sines, Super Bock Surf Fest, Festa do Avante!, Festival Bons Sons ou CCB Fora de Si, e fizeram ainda a primeira parte do concerto de 'Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra' no Coliseu de Lisboa em 2010. Fora de portas os Melech Mechaya actuaram no 'Spancirfest' na Croácia, e em diversos festivais em Espanha, tendo encerrado o festival Evoluciona Musica em Burgos (onde participaram ainda Kroke e Portico Quartet) e o festival Frigliana Tres Culturas em Málaga (cujo concerto foi transmitido pela Radio 3 da RTVE).

Têm trabalhado frequentemente em teatro e cinema; além de produzirem os seus próprios telediscos, a sua música aparece em bandas sonoras de inúmeras curtas-metragens, participaram e fizeram a direcção musical da peça de Antón Tchekhov 'Ivanov', com a companhia de teatro 'A Truta', e foram ainda convidados da peça "Bennie Hall" pela companhia Esticalimógama.


por : Edgar Canelas

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2012-01-30 19:56:25

Olivia e Francis Hime

Vozes, domingo, 29 de janeiro


O título ALMAMÚSICA escrito assim, numa só palavra, já revela muito sobre o primeiro CD que Olivia e Francis Hime gravaram juntos e que vão agora apresentar em espectáculo único. Ao longo dos "46 anos de namoro com Olívia", na definição do maestro, músico e compositor Francis Hime, foram muitas as colaborações, parcerias e produções, mas o casal nunca havia estado em estúdio, preparando e concebendo um projeto só deles.
Trata-se de uma delicada e intimista celebração à vida e à música, uma trilha sonora que percorre as biografias de Olivia e Francis. É Olivia quem aponta o caminho da seleção do repertório de ALMAMÚSICA: "Cantamos canções que, em algum momento de nossas vidas, ora pra um, ora pra outro, se entranharam como tinta num belo tecido". Tecido esse que abriga e explora a riqueza e a diversidade da música brasileira.
Com o formato de voz e piano, o repertório inclui canções de diversos compositores, além da faixa título, de Olivia e Francis. As músicas surgem em seis suítes ou "quadros", como prefere Francis, agrupadas em diferentes épocas.



por : Edgar Canelas

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2012-01-21 16:33:47

Cordis

na emissão de 22 de Janeiro de 2012




O brilho das cordas vibrantes e o calor das madeiras ressonantes misturam-se, confundem-se... Invadem-nos com a força de quem sopra as nossas velas em direcção a um mar novo, rico de sons salgados e ritmos ondulantes. Entrelaçadas a quatro mãos, estas cordas amarram-nos a um rumo certo e libertam-nos na ousada paixão entre o piano e a guitarra.

in CORDIS



por : Edgar Canelas

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2012-01-15 16:51:03

Quatro de TAMBOR

na emissão de 15 de Janeiro de 2012




"Tambor" nomeados na categoria de melhor grupo de 2010 com o disco "Quatro" para os "XVI Globos de Ouro".

Desde o início de 2010 que a Rádio e TV mostram os temas de "Quatro" o quarto disco de originais de "Tambor" e que os concertos acústicos e electro/acústicos se multiplicam.

"Cada dia que passa" , faz parte da banda sonora de "Lua Vermelha" e "Devagar em dias sim" da banda sonora de "Laços de Sangue".

Após 12 anos de trabalho fica aqui o reconhecimento dos pares e do público.


por : Edgar Canelas

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2011-12-25 16:41:40

A Missa Do Galo

A Missa Do Galo
A Missa do Galo segue livremente a estrutura dramática e litúrgica duma missa católica romana.

na emissão de 25 de Dezembro de 2011


Inspira se nas velhas Missas do Galo transmontanas com desgarradas assentes em motes do Evangelho, acompanhadas a concertina, aqui substituídas por canções. O galo desta missa e o Homem que ascendeu ao poleiro da ciência e da tecnologia e que, perante o espelho da sua admirável prosperidade, tem um assomo de melancolia ao perceber que, apesar de ter tudo, continua a padecer da inveja, da mesquinhez e da ganância. A missa recorre a metáfora central duma barca que atravessa a Historia num roteiro de factos e alertas contra os perigos da repetição e do esquecimento. Nesse percurso eucarístico, com vista a redenção e ao perdão, o galo tropeça num paradoxo: o conhecimento concedeu lhe o livre arbítrio que lhe permitiu emancipar se do velho pai castigador, mas, ao mesmo tempo, depositou lhe na alma uma momentânea nostalgia do tempo em que o Pai ralhava com ele pelos erros cometidos. Vê-se assim confrontado com o preço da liberdade: solidão da responsabilidade. A missa e o espaço introspectivo que disseca a melancolia proveniente dessa responsabilidade - que ele combate com o consumo enquanto modo de vida, e cujo corolário e o primado da tecnocracia sobre tudo e a ameaça de esgotamento de recursos do planeta. O processo assenta numa espécie de monologo shakespereano no qual o galo e visitado pelos seus fantasmas interiores, juízes da consciência que o vem julgar por ter substituído o Humanismo dos últimos cinco séculos pelo neo-liberalismo dos últimos trinta anos, onde as pessoas são apenas números e estatísticas. O veredicto e ser transformado em arroz de cabidela, num sacrifício votivo e solsticial. Autoria de Carlos Te e Manuel Paulo
Encenação Luisa Pinto
Cenografia Joao Mendes Ribeiro e Catarina Fortuna
Figurinos Catia Barros e Luisa Pinto
Interpretação Antonio Duraes, Elisa Rodrigues, Flora Miranda, Ines Sousa, Isabel
Carvalho, Joao Miguel Mota e Rui David
Músicos Andre Hollanda (bateria/toy piano), Manuel Paulo (piano/teclado), Marco
Nunes (guitarra), Miguel Ramos (Baixo) e Pedro Vidal (guitarra/pedal steel/banjo)


por : Edgar Canelas

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2011-11-17 21:31:46

A Água Doce de Pierre Aderne

A Água Doce de Pierre Aderne
ÁGUA DOCE o novo trabalho de PIERRE ADERNE vem juntar-se aos anteriores CASA DE PRAIA e ALTO MAR completando assim a trilogia das águas.

na emissão de 30 de Otubro de 2011




Produzido e misturado no Downtown Recording Studios de Nova Iorque por Brian Cullman e Hector Castillo (que produziram artistas como Bjork, Lou Reed, Roger Waters e Phillipe Glass entre outros), ÁGUA DOCE é composto por 10 temas e conta com as participações (como convidadas especiais) de MADELEINE PEYROUX, CUCA ROSETA e ALEXIA BOMTEMPO
A acompanhá-lo musicalmente estiveram SATOSHI TAKEISHI (percussão), BARAK MORI (contrabaixo), JORGE CONTINENTINO (pífaros), RICARDO CRUZ (contrabaixo), PRETINHO DA SERRINHA (percussão), ANDREW STERMAN (flauta baixo) e GLEN PLATCHA (teclas).

ÁGUA DOCE é um disco de canções que viajam nuas desde o mar aberto ao interior do Brasil, através de uma exótica viagem do artista construída a partir das suas experiências pelo Brasil e pelo mundo, criando uma atmosfera poética e musical única.

Neste trabalho a voz aveludada de PIERRE ADERNE surge envolta em suaves melodias e harmonias, sussurradas como aromas e sabores, que tocam a boca com inúmeras chances de descoberta de sensações profundas e novas.



 



por : Edgar Canelas

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2011-09-26 21:27:00

Marcio Faraco

Para todos os que conhecem o incontornável "Famous Blue Raincoat", tema pertencente ao álbum Songs of Love & Hate de Cohen e canção Anglo-Saxónica do século XX, sabe que todos os países têm que ter o seu Leonard Cohen; o Brasil terá essa personificação em Márcio Faraco.

no Vozes de 25 de Setembro




MARCIO FARACO

O Tempo

Para todos os que conhecem o incontornável "Famous Blue Raincoat", tema pertencente ao álbum Songs of Love & Hate de Cohen e canção Anglo-Saxónica do século XX, sabe que todos os países têm que ter o seu Leonard Cohen; o Brasil terá essa personificação em Márcio Faraco. Isto, porque cada um dos temas que dá corpo a este novo trabalho é um exemplo de fineza e de frágil balanço entre gentileza e seriedade; o que nos poderá parecer por momentos desprendimento ou indiferença, não é nada mais, nada menos que uma forma de "escutar de ouvido" para um músico que se destaca na arte do esboço das canções.

A ternura, o respeito pelos outros e um sentimento de reserva são as marcas de Márcio Faraco, livre de Pathos, mas sempre com traços das suas influências mais marcantes como é o caso de João Gilberto, António Carlos Jobim e Vinícius de Moraes.

 

"O Tempo" evoca o som primitivo de uma certa música Portuguesa - a saudade expressa pelo Fado, misturada com sonoridades vindas de África e de Cuba. Os temas são sempre autobiográficos e conduzem-nos numa viagem intimista, através do tempo e das memórias de Márcio Faraco. Por exemplo, "Constantina", tema que se refere à governanta da casa do cantor, versa sobre a descoberta de uma mulher humilde que Márcio imagina a descobrir o mar pelos seus olhos.

A maior parte das letras foram escritas em parceria com uma grande diversidade de letristas, sempre com o intuito de trocar mundos e experiência, no entanto, a música serve sempre de elo de ligação, orientada para a continuidade. Uma das participações mais queridas neste disco é com toda a certeza a do percussionista Júlio Gonçalves que toca com Márcio há 20 anos.

 

O Tempo foi como não podia deixar de ser, gravado no Rio de Janeiro, local perfeito para a pureza da voz e guitarra de Márcio Faraco. Mas se era para Márcio ganhar esta aposta, tornavasse vital que estivesse no país de João Gilberto - inquestionavelmente rei do seu estilo. Porém, nada foi simples, já que o músico teve que fazer antecipadamente duas viagens para levar para o Brasil as 6 guitarras com que desejava gravar (Márcio gravou parte deste novo álbum com um guitarra de dez cordas duplas conhecida como a Viola Caipira).

O estúdio sendo em Niterói, do outro lado da Baía do Rio de Janeiro, obrigou Márcio Faraco a fazer 50 quilómetros todos os dias e quando voltava à noite, pela ponte Rio/Niterói, esta estava estranhamente deserta. É fato que desde que o Governo organizou violentas ofensivas contra o tráfico de droga nesta zona, que ninguém se atreve a frequentar Niterói ou a ponte durante a noite.

 

"O Tempo" é assim fruto de um caminho atribulado, por vezes difícil que em nada deixa adivinhar a sua subtileza e serenidade, a paz consigo próprio e o mundo!



por : Edgar Canelas

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2011-08-31 18:50:31

André Sardet


"Pára, Escuta e Olha" no Vozes de 28 de Agosto




O álbum, sucessor do muito bem sucedido "Acústico", tem como single de avanço o tema Roubo-te um Beijo - uma canção que já se ouve em todas as principais rádios e que tem estado no Top das 25 músicas mais tocadas.

O disco estará disponível para venda em duas edições: uma edição limitada numerada que contém o CD, um DVD com cinco videoclips e uma entrevista, um Song Book com as cifras dos principais temas de carreira do músico e um passe numerado de acesso à AS.Tribo - uma comunidade de amigos do André Sardet, que permite a este grupo limitado usufruir de inúmeras contrapartidas; e uma versão standart, com o CD e o DVD com os videoclips e entrevista.

André Sardet conta, na primeira pessoa, como foi o processo de composição e gravação deste novo CD:

"Este álbum foi composto num processo de grande luta interior! A verdade é que, desde 2004, que não compunha neste registo. Isso obrigou-me a redescobrir a minha forma de compor e, em simultâneo, adicionar ao meu processo criativo habitual um instrumento que sempre me fascinou: o piano.

Ao longo desde processo, voltei a dissecar a obra de alguns nomes intocáveis da música; desta vez saboreei toda a obra dos Beatles. As suas fantásticas canções foram uma das grandes fontes de inspiração, não só ao nível da composição dos temas, mas também ao longo de todo o processo de gravação. O seu ambiente remeteu-me para uma altura em que não havia o desenvolvimento tecnológico de hoje e em que os discos se gravavam num mesmo espaço e momento, com os músicos e intérpretes presentes. Foi esse o princípio que apliquei na gravação deste novo disco: gravámos o álbum como se fosse ao vivo, todos os músicos em estúdio, todos os temas gravados num take - voz inclusive. Foi algo que nunca tinha feito, mas que me deu imenso gozo. A proximidade com os demais músicos deste projecto, o facto de estarmos a tocar em simultâneo, dá uma maior autenticidade a todas as canções, o que torna a minha própria prestação vocal bastante mais genuína. Tudo isso se sente neste disco.

"Pára, Escuta e Olha" marca um crescimento e uma nova vivência. Sinto que há alguma diferença naquilo que é contado, da forma como é contado e das histórias que estão reflectidas. Mas há características que são comuns aos álbuns anteriores e que, no fundo, são as marcas da minha identidade como músico: é um disco autobiográfico, em que cada frase me remete para uma imagem como se de um álbum fotográfico se tratasse.

oi por isso que baptizei este disco como "Pára, Escuta e Olha", uma expressão que acaba por sintetizar aquilo que foi o processo de composição do disco. Tive que parar, escutar as minhas influências e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro.

O disco conta com 12 temas inéditos, quatro dos quais são baladas. Esta escolha foi intencional, pois eu sou um músico que se sente muito bem em palco, a cantar com e para o público. Depois de mais de cem concertos com o "Acústico", ficou para mim muito claro que, ao vivo, é fundamental envolver as pessoas, emocioná-las, incentivá-las para que façam parte do concerto. Para que tal aconteça, é fundamental ter alguns temas mais animados e positivos. Sinto-me muito bem a compor baladas, mas achei que era importante dar uma perspectiva das experiências ao vivo e ao mesmo tempo contar algumas histórias que trouxe dessa grande tournée e pô-las em disco.

Gosto muito do resultado final e tenho muita vontade em partilhar as minhas canções com o público, sentir como as vão descobrindo e o que vão descobrindo em "Pára, Escuta e Olha".



por : Edgar Canelas

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2011-08-31 18:26:40

Netinho e A Caixa Mágica





no Vozes de 3 de Setembro





Netinho e A Caixa Mágica Produzido pela Bem Bolado Produções, com criação, roteiro e direção de Netinho, O CD Netinho e A Caixa Mágica é leve e ao mesmo tempo divertido. Romântico e dançante. Mágico e revelador. Tudo se encaixa numa perfeita harmonia, fazendo com que o conjunto da obra agrade do começo ao fim.

O trabalho está impecável, digno de um artista perfeccionista como Netinho. O CD é rico em interpretação e encantamento, que estão presentes nas 22 faixas do trabalho. O público acompanha junto com Netinho todo o set list do álbum, cantando e vibrando com os sucessos que marcaram sua carreira. No repertório, entre regravações com outra roupagem e inéditas, destaque para Crença, Beija-me e Onde Você Se Esconde, além das novas Extrapolou, Apertadinho e Erê.

Quem convida para o espetáculo, logo na abertura do DVD, é o mestre de cerimônia "Mister N", interpretado pelo cantor e ator Ed Balla. O personagem aparece em momentos diferentes e traz um encanto todo especial ao trabalho. Os convidados também são um encanto à parte. O cantor e compositor Jorge Vercillo faz uma participação virtual através de um telão e emociona o público com a canção "Himalaia". Já o cantor D'Black marcou presença com seu jeitão carioca na faixa Pedindo pra voltar. Um destaque especial para os artistas baianos Saulo Fernandes (Banda Eva), Tomate e Alinne Rosa (Cheiro de Amor), que foram os representantes da nova geração do Axé, com as canções "Paixão não tem cura", "Impossível" e "A vida é festa", respectivamente. Créditos do álbum Produção: Netinho
Direção Artística: Netinho
Ano: 2010


por : Edgar Canelas

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2011-08-31 16:31:01

Carla Baptista Alves

Carla Baptista Alves
"Uma viagem singular e plena de beleza"

no Vozes de 11 de Setembro de 2011


«Eu quero partir / Viajar pelo mundo / E descobrir / A razão de querer existir / Noutro lugar», canta Carla Baptista Alves no tema título, oferecendo assim a melhor descrição possível para este belíssimo trabalho.

Uma espécie muito particular de saudade é essa que nos faz desejar a viagem, seja ela física ou espiritual. Essa dor da ausência de outro lugar é o impulso de tantas viagens, das descobertas dos históricos navegadores às abordagens a outras paisagens sonoras por parte de quem tem na música o seu universo. É definitivamente esse o caso da soprano Carla Baptista Alves, que agora edita Noutro Lugar, extraordinário e surpreendente trabalho que tem produção de Carlos Maria Trindade.

Carla Baptista Alves é uma empreendedora por natureza, como qualquer criador deve ser. Esta soprano nasceu no Porto, educou-se pelo mundo, especializou-se no domínio da ópera estudando, por exemplo, com Eliana Cotrubas e Elena Dumitrescu Nentwig, deu voz, corpo e alma a personagens operáticas de Mozart a Kurt Weill, cantou Haendel, Vivaldi, Haydn, Rossini, Pergolesi, Bach e, entre outros mestres, Brahms. Mas a sua experiência e o seu reportório são muito vastos e alargam-se até aos domínios da música contemporânea, sinal claro de que é, de facto, uma mulher que gosta de viajar. Na história da música, como no mundo. Também cantou Rodrigo Leão. E tudo isso porque a música nunca foi prisão para Carla Baptista Alves e no seu universo não há fronteiras que não se consigam atravessar.

A maternidade de Carla Baptista Alves levou-a a criar como uma mãe, compondo directamente para o bebé que tinha acabado de entrar na sua vida. O resultado dessa experiência, World Music For Babies, é uma fantástica colecção de canções de embalar que teve como consequência a imposição de uma vontade cada vez mais insuperável de compor.

Ambiciosa, Carla Baptista Alves voltou a estudar, desta vez orquestração, com o mestre grego Dimitris Andrikopoulos.

«O novo álbum», explica a própria Carla Baptista Alves, «começou por ter por título a palavra "Collage". É um termo das artes plásticas que descreve uma técnica e que me pareceu adequado para titular um trabalho onde a voz e os sons electrónicos, a música clássica e outras sonoridades se juntam para criar algo novo». Desafiada a descrever a sua música, Carla Baptista Alves confessa ser apenas capaz de pensar na palavra «Liberdade»: «É que senti-me de facto livre para fazer o que a imaginação me ditasse, sem medo de rótulos».

A soprano compôs e orquestrou músicas que depois receberam letras de Rui Zink e outras escritas em parceria com o próprio Carlos Maria Trindade. Como é óbvio, Carlos Maria é um veterano com um percurso inquestionável, que sempre procurou a modernidade e que manteve a música de recorte electrónico sempre por perto, até mesmo na aventura Madredeus. Discos como Mr Wollogallu e Deep Travel (que editou nos anos 90) são hoje verdadeiros clássicos da nossa história electrónica.

Ciente de que é a parte mais visível de uma equipa que ajuda a materializar os seus projectos, Carla Baptista Alves menciona a colaboração de todos os que transformaram Noutro Lugar numa experiência total: o álbum contem fotografia e design do Estúdio Cassiano Ferraz, a cantora foi vestida por Anabela Baldaque, o seu vídeo é assinado pela Black ink produções e a masterização tem o carimbo de Quico Serrano.

E com estas coordenadas é fácil perceber que Noutro Lugar se transformou de facto numa viagem singular e plena de beleza. «Eu quero partir / Viajar pelo mundo / E descobrir / A razão de querer existir / Noutro lugar», canta Carla Baptista Alves no tema título, oferecendo assim a melhor descrição possível para o belíssimo trabalho que agora apresenta. A saudade tem muitas formas. Tens muitas almas. Muitas vozes e certamente muitos sons. Noutro Lugar é um disco que nos transporta para o mais fundo dos nossos desejos. Uma proeza só ao alcance das obras mais marcantes.


info editora
  

  



por : Edgar Canelas

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2011-08-22 16:56:05

Rita Red Shoes



no Vozes de 21 de Agosto

Rita Redshoes regressa com a edição do seu segundo trabalho de originais "Lights & Darks", um disco composto por 14 temas e que nos revela uma artista mais madura, desprendida e directa nas suas canções - "Captain Of My Soul", "Bad Lila" ou "You Should Go", entre outras, prometem surpreender quem os ouvir ao vivo.

info Rita Red Shoes


por : Edgar Canelas

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2011-08-19 00:40:00

Tulipa Ruiz

O trabalho de estreia 'Efêmera' no Vozes de 14 de Agosto







"De tempos em tempos surgem cantores (as) que são corpos estranhos na música popular. Mais do que "exóticos", devido ao timbre "alienígena", nomes como Ney Matogrosso e Gal Costa são reconhecíveis até quando espirram. É dessa linhagem que faz parte Tulipa Ruiz."
Bruno Saito, Folha de S. Paulo
 

"Suas letras são delicadas como sua voz e lembram os desenhos que ela faz, leves e divertidos."
Patrícia Palumbo, Rádio Eldorado
 

"A nova musa da cena alternativa paulistana, TULIPA RUIZ,  também compõe sem parar. Além dos shows com repertório autoral, fez óptimas aparições em 2009 cantando sucessos da fase psicadélica da Gal Costa. O disco de estreia tem a produção do talentoso Gustavo Ruiz - que, aliás, é irmão dela. "
Joyce Pascowith, Glamurama
 

"Além do pai e do irmão, a banda de Tulipa conta com Márcio Arantes no baixo e Duani na bateria. O resto ela faz sozinha e muito bem."
Marcus Preto, Folha de São Paulo
 



DE ONDE VEM

Nascida em Santos, a cantora, compositora e ilustradora Tulipa Ruiz cresceu na cidade mineira de São Lourenço e actualmente vive em São Paulo. A artista cantou, escreveu as músicas e desenhou a capa de seu disco de estreia, a ser lançado no final de Maio. Suas músicas são doces, líricas e lúdicas.

A voz marcante da cantora está presente nos discos de revelações surgidas em São Paulo no último ano, como da cantora Tiê. Com seus desenhos, firmou sua marca como ilustradora nos shows de Ná Ozzetti, Lara Rennó e diversos eventos culturais.

Em 2009, Tulipa se apresentou em teatros da rede SESC e eventos realizados pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Seu show foi indicado pela Folha de S. Paulo como melhor show do ano.

 

 

SUA BANDA

Tulipa canta acompanhada de importantes instrumentistas da música brasileira.

Gustavo Ruiz, guitarrista, é produtor musical de seu novo disco. Integra a banda da cantora Vanessa da Mata e também já acompanhou nomes como Itamar Assumpção, Junio Barreto e Mariana Aydar.

Márcio Arantes, baixista, é produtor e arranjador. Teve uma de suas composições, em parceria com Chico César, gravada pela cantora Maria Bethânia.

Luiz Chagas, guitarrista e jornalista, integrou a banda Ísca de Polícia, de Itamar Assumpção. Actualmente escreve para a revista Brasileiros.

Duani Martins, baterista, venceu o Prémio TIM de 2006, com a banda Forróçacana, que teve projecção internacional. Já tocou com nomes como Seu Jorge, Alcione, Orquestra Imperial, Marcelo D2. Actualmente toca e produz a cantora Mariana Aydar.

Dudu Tsuda, teclista, tocou com as bandas Pato Fu, Jumbo Elektro e Cérebro Electrónico. Actualmente desenvolve projectos de arte-tecnologia e produz o seu primeiro disco solo.

  
O SHOW

"Não bastasse a linda voz, suave e lírica, Tulipa Ruiz tem uma presença de palco irresistível, espontânea e avessa a poses e "carões".

Fabio Rigobelo, Guia da Folha de São Paulo

 

POR QUE TULIPA?

A associação da cantora ao evento agregará valor a medida que confere originalidade, qualidade e sensibilidade artística, apostando na música como uma linguagem de comunicação expressiva e imediata.

Enxergamos nessa parceria um grande potencial, pois é a oportunidade de apresentar uma cantora considerada uma das grandes artistas brasileiras da actualidade, cujo carisma e reconhecimento do público e da media é inquestionável.

 


"Melodista e letrista espirituosa, ela desenha canções cheias de poesia, bom humor e feminilidade sem afectação. Seu timbre vocal é ímpar e delicado".

Lauro Lisboa, O Estado de S. Paulo

 

"A boa notícia é que o disco de Tulipa é tudo isso mesmo: 100%, nota 10, cinco de cinco estrelas".

Ronaldo Evangelista, Vitrola.blogspot



por : Edgar Canelas

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2011-08-08 13:19:30

Cristina Maria

"Percursus" é o segundo disco da fadista Cristina Maria e "Que Importa a Mágoa" é o primeiro single de apresentação, assinado por Catarina Carvalho e Custódio Castelo.

na emissão de 7 de Agosto




"Percursus" é o segundo disco da fadista Cristina Maria e "Que Importa a Mágoa" é o primeiro single de apresentação, assinado por Catarina Carvalho e Custódio Castelo.

Com produção, direcção musical e arranjos de Custódio Castelo, o disco foi co-produzido por Fernando Nunes e as captações tomaram lugar no Estúdio Pé de Vento. Cristina Maria faz-se acompanhar por um extraordinário conjunto de músicos: Custódio Castelo na Guitarra Portuguesa, Carlos Garcia na Guitarra Clássica e Carlos Menezes no Contrabaixo. O disco conta ainda com as participações de Miguel Carvalhinho (Guitarra Clássica), David Zacaria (Violoncelo), António Barbosa (Violino) e Pedro Ladeira (Clarinete).



CRISTINA MARIA - PERCURSUS

  

O sinal evidente de que o Fado atravessa hoje um momento de extrema vitalidade está no facto de a última década ter visto aparecer uma nova geração de intérpretes de surpreendente qualidade, num espectro muito amplo de estilos e tendências estéticas.

Rui Vieira Nery

 

Cristina Maria faz parte desta nova geração de intérpretes. A sua voz seduz-nos de imediato quando a ouvimos pela primeira vez, com um timbre espesso, sensual, carregado de emoção autêntica, capaz de ora murmurar em tom de confissão ora clamar mágoas apaixonadas em que não sentimos nenhum artifício interpretativo mas apenas uma fortíssima capacidade de comunicação dramática.

É visível a filiação assumida de Cristina Maria na tradição amaliana, desde logo pelo próprio repertório, que retoma alguns dos fados mais emblemáticos de Amália. Mas Cristina Maria não se reduz de modo algum a uma postura seguidista. O seu canto imprime a cada momento uma autenticidade expressiva tal que ficamos suspensos da sua voz, num registo em que é patente um certo pudor de expressão poética que se impõe pela delicadeza.

Natural da Bajouca - Leiria, inicia o seu percurso musical como instrumentista de flauta e clarinete. Fez parte de alguns grupos de música popular e étnica, passando também por bandas de pop e rock como vocalista. Mas o seu coração chamava-se Fado, quer na música, nos poemas, na sua interpretação e nos seus sentimentos.

Artista de carácter autêntico que sente com expressividade e emoção cada poema que canta, originais ou tradicionais, apaixonada pela vida e incansável na conquista dos sonhos, interpreta a voz da alma e os desejos do seu coração. Cristina Maria começa a cantar fado há cinco anos por todo o País e ainda por outros países da Europa.


 



por : Edgar Canelas

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Partimos de um denominador comum, a Língua Portuguesa, para descobrir músicos e outros criadores. Sobre a mesa de conversa, um disco, um concerto, um livro, ou qualquer outra  peça de Cultura. Sempre navegando sem perder de vista o triângulo África, Portugal, Brasil.


  • Antena 1

domingo às 9 da manhã,

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  • Antena 1 Madeira   

domingo às 9 da manhã,

6ªf  às 2 da madrugada

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5ªf  às 21 horas

  • RDP África    
5ª feira 03 horas
  • RDP Açores  

sábado às 11 da manhã

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Aqui ficam alguns links que recomendamos:

Associação Gaita de Foles

Portal do Fado
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