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com Nuno Calado
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2010-02-09 11:59:40

"Como dizer a alguém que queremos ter sexo com ela mesmo sem estarmos apaixonados?"


Continuamos a recuperar bons momentos da conversa que tivemos na Escola Secundária Marques de Castilho, em Águeda e um dos alunos mais "desinibidos" fez a pergunta por que muitos ansiavam e o Quintino respondeu!



por : Raquel Bulha

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2010-02-08 11:13:07

O que se passou em Águeda

O que se passou em Águeda
Bom dia.
Ficámos muitos satisfeitos com o convite da professora Teresa Rino, da Escola Secundária Marques de Castilho - Águeda, para que lá fôssemos falar daquilo que falamos diariamente: Sexo!

E assim aconteceu como nos conta uma das alunas, Kateryna, do Parlamento dos Jovens:

"Palestra - Sexualidade
No dia 27 de Janeiro de 2010, a nossa escola recebeu Quintino Aires e Raquel Bulha que reconhecemos pela voz que nos chega através da estação de rádio Antena 3, às 11:20 da manhã, no programa “ A Hora do Sexo”, nome frontal e descomplexado, como aliás os próprios Quintino e Raquel. Quando entram na sala, o barulho de fundo esmorece ao tempo que a voz de Joaquim Quintino Aires, psicólogo clínico, ganha face e expressividade. Fala calmamente e desenvolve o tema: até que ponto o sexo faz parte da nossa vida? "O sexo é uma necessidade", explica, gesticulando demoradamente. A antropóloga e radialista Raquel Bulha, como prefere ser intitulada, junta as mãos e apoia nelas o queixo, examinando a plateia e a expressão facial dos alunos, que se mostram atentos e expectantes. Pelo perfil biográfico que a moderadora desta palestra, professora Teresa Rino, traça dos dois convidados do Parlamento dos Jovens, conseguimos rapidamente perceber o à vontade que move as palavras e as mãos de Quintino e Raquel, pelo que a mensagem chega até nós mais simplificada e clara, afinal, sexo é um tema obrigatório para a saúde mental.

Segue-se uma discussão sobre o sexo e o afecto, "Nós não sabemos fazer sexo", afirma Quintino Aires, e explica-nos como isso afecta o nossa dia-a-dia: "quando os casais não se entendem na intimidade da sua cama, os filhos acabam por sofrer os reflexos dessa falta de entendimento" pois o seu humor fica alterado, mesmo que disso os nossos pais não tenham consciência. Por isso, insiste, é preciso "aprender a fazer sexo pois ele cimenta o amor".

Para alguns de nós, adolescentes, que ainda andamos às cegas no labirinto destes temas, a crueza das palavras é algo chocante, "Mas não existe amor sem sexo? Saberemos nós o que é amor? E sexo sem amor?" interrogamos os palestrantes. E as respostas chegam e suscitam mais perguntas.

A palestra segue o rumo delineado: a educação sexual nas escolas, assunto que interessa sobremaneira o nosso Director, Francisco Vitorino, que mostra especial interesse em saber o que na realidade nos preocupa, pois a aplicação da Lei vai constituir para "escola e para os professores um grande desafio", diz.

Masturbação, homossexualidade, casamento, a "primeira vez", foram outros temas abordados. "É necessário conhecer o nosso corpo" e usar sempre o preservativo, enfatiza Raquel Bulha, também ela mãe de uma adolescente de catorze anos. Despida de tabus mas preenchida com ideias claras, embora discutíveis como todas as ideias arrojadas, a palestra terminou com bom ambiente e todos ficámos sem dúvida agradecidos por esta hora e meia de sexo.

Kateryna Andreiyvna


por : Raquel Bulha

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2010-02-05 11:51:26

"Nem sempre saio satisfeita!"



"Antes de mais gostava de felicitar-vos pelo Vosso magnifico programa.

Decidi escrever-vos porque tenho uma relação há mais de 1 ano e meio e não consigo perceber o meu namorado :(

Temos uma relação aberta, falamos de tudo e confiança é algo que não falta. No entanto, desde o início apercebi-me que tenho mais experiência sexual do que ele e julgo que talvez isso o intimide.
Sei que lhe dou prazer, mas há vezes que temos relações e para mim é insuficiente (não sou nenhuma ninfomanica, mas gosto de dar e receber prazer).

Ja falámos diversas vezes sobre isso, mas nunca tive 1 resposta convincente.

O cansaço é o habitual, mas eu mesmo quando estou cansada gosto de sexo ajuda a relaxar e a fugir das rotinas. Temos 26 e 28 anos e julgo que por muito cansado que um de nós esteja o outro deveria conseguir dar ânimo e apimentar as coisas para que resulte.

No entanto, ele é bastante meigo e incapaz de passar um dia sem me ver mas geralmente perdemo-nos nas conversas...

Sempre que fazemos amor/sexo sou eu que tomo a iniciativa, mas começo a ficar cansada desta situação... até porque nem sempre saio satisfeita.

Será que me conseguem explicar o que lhe passará pela cabeça??

Também tem uma outra situação que estranho um pouco. Adoro beijos, não só nos lábios, no rosto, pescoço peito,... por ai fora, mas principalmente se mordiscar os labios ou beijos de lingua são coisas que o irritam. Será isto normal??

Não consigo perceber por mais que tente ser racional e pensar com logica, não consigo entender estas atitudes. O que devo fazer?"

 


por : Raquel Bulha

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2010-02-04 16:38:31

Ele não me preenche.




"Tenho 23 anos , uma relação há quase 7 anos e sou do Norte.

Sempre fui uma pessoa muito presa pois sou filha única. Comecei a sair de casa quando comecei a namorar com o meu namorado. Mas sempre com horas muito restritas. Passamos ferias juntos desde o 2º ano.

Logo no nosso primeiro ano eu tive uma depressao, o que fez com que me "agarra-se" muito a ele e ficasse com enorme medo de o perder, acho que por causa disso mudei o meu feitio, tornando-o igual ao dele... mais agressiva.

Desde o nosso 3 ano que sinto necessidades que ele nao me preenche, nomeadamente carinho, que fui encontrando em outras pessoas que foram passando pela minha vida. A nossa relação tem altos e baixos. Quase não conversamos pois o feitio dele é andar sempre ao berros, é muito agressivo. O ano passado por motivos de trabalho tive que me deslocar para Lisboa e ai comecei a perceber que ainda me faltava viver muitas coisas. As nossas discussoes eram diarias, chegando mesmo a chorar no trabalho e me sentir muito sozinha.

Como temos altos e baixos sempre pensei que fosse uma fase pela qual ele estivesse a passar, ou entao trabalho. Sempre lhe arranjei desculpas. Surgiu uma oportunidade e resolvemos comprar casa, pois estava em casa da minha sogra aos fins-de-semana e achei que se tivessemos privacidade as coisas melhoravam.

Entretanto regressei ao Norte. Estou ca a trabalhar desde Novembro e as coisas nao melhoraram. Pelo contrario, comecei a ficar com medo dele, pois as atitudes estao cada vez mais agressivas, e desde que o vi dar um murro na mesa à minha frente e dizer que foi pra nao fazer pior fiquei muito assustada.

Ja tentei conversar com ele, mas ele diz que eu é que sou a culpada, porque nao lhe falo direito e que o provoco, coisa que nunca me apercebo mas no fim acabo por me sentir mesmo culpada sem saber muito bem porque. Mas quando as coisas estao bem arrependo-me e acho que exagero nas alturas em que estamos mal.

Começámos a morar juntos há uma semana e a coisa não está a resultar muito bem. Sou eu que tenho que lhe pôr a roupa pronta, por o comer para ele levar no dia a seguir, e esta sempre a reclamar por certas coisas nao estarem limpas e eu nao fazer nada em casa.

Venho de um ano sozinha, pelo que começo a sentir-me muito pressionada e acho que nao vou aguentar isto muito mais, junto com as ameaças do "vai ja" e "ve la senao vais por onde vieste", ate porque a casa é dos dois. Ja para nao falar que implica com toda a roupa que nao seja calças.

Mas aconteceu-me uma coisa pela qual nao estava à espera. Estou a sentir algo por um colega de trabalho, que também é recíproco. Aconteceu tudo muito rápido, numa questao de dias. Ainda nao se passou nada além de abraços e conversas. Sinto da parte dele uma compreensão enorme, e identifico-me muito com ele. Sinto-me ligada a ele. Ja falamos sobre isso e ele diz que espera por mim o tempo que for preciso ate porque nos devemos conhecer melhor antes de eu tomar qualquer decisao, pois ainda nos conhecemos pouco e quer que goste dele por inteiro e nao so por esta parte boa que para ja identifico.

Estou sem saber o que fazer.

Comecei uma vida a dois à uma semana e neste momento sinto-me uma adolescente apaixonada por esta nova pessoa, nas nuvens, alegre e uma parva, mesmo como uma adolescente...

Os melhores momento do meu dia são quando estou com ele.

Mas de outro lado tenho uma relação de quase 7 anos que tenho medo de estar a perder por exageros meus, pois problemas todos têm certo? Pode-me ajudar a entender melhor isto? Como é possivel duas pessoas se ligarem tao depressa?"


por : Raquel Bulha

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2010-02-04 16:33:45

Anatomia Genital Feminina


"Será que podia falar um pouco mais sobre anatomia genital da mulher e desmistificar o que é ou não "normal"?




por : Raquel Bulha

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2010-02-04 15:52:19

"Terá a ver com a homossexualidade não assumida?"


"Antes de mais gostaria de dar os parabens pelo grande contributo dado pelo v/ programa para uma maior abertura de mentalidades no nosso País em matéria de sexualidade, em particular, de homossexualidade.



Tenho 35 anos e namoro há 5 anos com uma rapariga que mora a milhas de distância de mim, se isso não foi problema nos primeiros anos, agora não tem sido nada fácil e para piorar a situação, há ano e meio tive um problema de saúde, segundo os médicos, ataques de pânico que me deixaram de baixa sem conseguir sair de casa 3 meses, tive 1 ano a tomar anti-depressivos, depois disso nunca mais fui a mesmo mulher... os sintomas que tenho inibem-me de fazer qualquer coisa sozinha, porque tenho receio e medo de me sentir mal... não consigo perceber porque fiquei assim até porque nunca me tinha acontecido nada parecido antes... Pergunto a mim própria... Terá a ver com uma homossexualidade não assumida?! Terá a ver com a distancia da minha namorada?! terá a ver com uma relação de 9 anos que pus fim e que tive antes da minha namorada?!... O meu contacto consigo é no sentido de me aconselhar um BOM psicólogo/psiquiatra na zona do Porto/Guimarães aberto também a estas questões da homossexualidade e que me possa ajudar porque não tenho muita gente a quêm recorrer. Agradeço a sua atenção e toda a ajuda que me possa dar e espero sinceramente que existam por aí muitos QUINTINOS AIRES por este mundo fora!"


por : Raquel Bulha

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2010-02-04 15:45:32

Sensível depois do Orgasmo



"Dr. Quintino os meus parabéns pelo fantástico programa que tanto me abriu os olhos, escrevo hoje para lhe por esta pergunta a minha namorada depois de atingir o orgasmo não pode ser tocada porque fica num estado muito sensível em todo o corpo tenho que me afastar e esperar pelo menos uns 5 minutos para ela voltar a um estado mais normal, tudo bem por mim não tenho problemas com isto e ate gosto de saber que foi bom para ela o orgasmo mas como tem sido tão recorente este tipo de orgasmos ultimamente temos falado os dois e decidimos perguntar ao quintino se sera assim muito normal este tipo de orgasmos ? Obrigado e por favor tente responder a esta duvida porque sei que ela ia adorar saber a sua opinião ."


por : Raquel Bulha

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2010-01-26 17:27:48

"Está numa confusão,o meu coração"

"Está numa confusão, o meu coração...Sinto uma coisa mto linda e intensa, paixão pelo filho de uma amiga minha.Ele tem 20 anos e namorada. Eu tenho 42 e sou casada e com uma filha que tambem é amiga da irma dele...Sei e sinto que há muita empatia e quimica entre nos os dois. e...estou perdida, nao quero saber da sociedade e se esta certo ou nao,interessa é o que sente o coração. Mas não dá, há muita coisa em jogo, demasiado...encontramo-nos em tempos errados nesta vida?..."




por : Raquel Bulha

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2010-01-26 17:21:53

Erecção Vs tensão arterial



"Fiquei muito satisfeita e aliviada com este programa. Tinha conhecimento que a medicação para a tensão arterial perturbava a erecção, mas pensava que os danos eram permanentes.

Há algum tempo estive com um homem que me atrai imenso. As coisas não foram fáceis... Ele toma a dita medicação, eu mostrei-me compreensiva, mas ele já estava inseguro por ser bastante mais velho que eu (está sempre com aquelas ideias que um dia troco-o por um rapaz da minha idade) e depois os problemas com a erecção... afastou-se.

Vou aproveitar esta nova informação e dizer-lhe "olha, temos que continuar com a nossa vida sexual que o Dr. Quintino diz que a erecção há-de voltar ao normal."


por : Raquel Bulha

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2010-01-26 17:04:56

O Prepúcio

"Já sou ouvinte do Vosso programa há imenso tempo, o suficiente para perceber que a minha dúvida não deve ter grande razão de ser, mas, penso que seja um tema nunca ou pouco abordado e interessante para neste maravilhoso programa.

Sou mais um desses indivíduos que na década de 70/80 pelo facto de conseguir "puxar para trás" o prepúcio não fui sujeito circuncisão (e porque não sou muçulmano). Acontece que tenho um prepúcio que considero "muito grande". Não tenho complexos com o meu corpo(até porque sou praticante de nudismo, e isso ensina-nos a viver com o que temos), mas tenho 3 questões:

- Se tivesse sido circuncisado, teria menos sensibilidade na glande, e isso poderia levar a que conseguisse mais tempo até à ejaculação;

- Em termos de infecções, estaria mais seguro, assim como a minha companheira.

- poderia aos 35 anos ser sujeito a uma intervenção cirúrgica no sentido de reduzir o prepúcio? E isso faz sentido?"



por : Raquel Bulha

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A HORA DO SEXO MP3 WMA 2010-02-05
A HORA DO SEXO MP3 WMA 2010-02-04
Este é o blogue do programa "A Hora do Sexo". Aqui encontras muitas das dúvidas relacionadas com a sexualidade, mas mais importante do que isso, os devidos esclarecimentos e respostas. Bem-Vindo!

Contactos:

sexo@programas.rdp.pt
Raquel Bulha (raquel.bulha@rtp.pt)
Quintino Aires (quintino.horadosexo@gmail.com)

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Consulta

Diário da República (regime de aplicação da educação sexual em meio escolar)
        
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