A3 - 13h/16h
com Ana Galvão
2015-03-18 15:48:38

Quando nos apontam o dedo.

Quando nos apontam o dedo.
"Olá carissimos :)

Cá estou estou eu a escrever-vos de novo. Desta vez para deixar um testemunho após ouvir um podcast em que falavam da formatação social vergonhosa que existe e que leva amigos e famílias a não aceitarem o relacionamento homossexual de uma ouvinte e que até a fizeram ter terapia.


Quero falar-vos da relação que tive com um homem que era portador de um tipo de paralisia cerebral, que lhe afetava a mobilidade de um dos lados do corpo (mão e perna). Ele é um ser humano fantástico. Era um namorado fenomenal. Sempre me senti amada, apoiada, compreendida. Dentro das suas limitações físicas sempre me ajudou nos afazeres do dia-a-dia mais do que algumas pessoas perfeitamente "normais". Pois é, mas a reação da família é que não foi assim tão boa. Quando o conheciam olhavam de lado, ficavam com pena de mim pelo que me foi meter e já para nem falar do meu pai que chegou ao ponto de me deixar de me emprestar o carro para evitar que eu fosse namorar, o que chegou a por o meu emprego em jogo uma vez que deixei de ter como me deslocar fosse para onde fosse.


Mas como diz o livro do Quintino, com amor "vai valer a pena". Com amor descobrimos soluções, derrubamos barreiras e vivemos o nosso sentimento tentando ignorar a forma como a nossa vida incomodava a sociedade. Foi uma época de grande sofrimento pelos preconceitos e entraves que nos colocarem. É de lamentar a sociedade ainda pensar assim. Não compreender que aquela pessoa pode e deve ser amada como qualquer outra. Que não faz dele um coitadinho nem devem ter pena da outra pessoa por estar a meter-se numa vida com um fardo. Acreditem, ele era mais homem do que muita gente que nos censurou. É verdade, já não estamos juntos. Mas tenho orgulho em dizer que acabamos porque evoluímos em diferentes sentidos. Amadurecemos a velocidades diferentes, os interesses não eram os mesmos e o amor acabou. Separamo-nos e a cada um foi dada a oportunidade de ser feliz. Como somos. Cada um com o seu respetivo parceiro."

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por : Raquel Bulha

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2015-03-18 15:44:03

Desconforto a falar de sexo

Desconforto a falar de sexo
"Olá Raquel e Quintino,
Escrevo-vos com uma dúvida de como ajudar uma amiga que parece muito incomodada em relação ao sexo. Sim, sim é uma amiga não sou eu :)

Somos um grupo de 3 amigas de 27 anos, conhecemo-nos desde os 16anos em que estudamos juntas. Claro que na altura era habitual lermos sobre sexo e fazermos piadas em que ficávamos muito envergonhadas. Era um tema que ainda nenhuma conhecia a pratica. Mas 10 anos passaram. Todas estamos em relacionamentos, eu sempre foi a mais liberal, a outra também já teve 2 relacionamentos (ainda assim pouco, é verdade) mas, esta amiga que vos falo, namora com a mesma pessoa (e única com quem fez sexo) há 9anos! Embora admita que sim, faz sexo (muito mau era se não o fizesse) mas notamos que fica incomodada com as coisas que as vezes dizemos. Se falamos em ter acessórios para o sexo, como vibradores e algemas, ter lingerie sensual como corpetes, fazer uma depilação à brasileira...ela fica admirada por termos essas coisas. Tentamos ajuda-la recomendando a ler o livro das 50 sombras de grey, não que ela tenha que gostar da vertente bdsm mas para lhe dar uma visão mais ousado do sexo. Na verdade não ajudou, ela comentou que leu a historia, o romance do livro e que a certa altura aquelas partes de sexo já so lia na diagonal pois era sempre mais do mesmo.

Como podemos ajudar esta amiga que sim, certamente esta muito incomodada com o sexo? Já pensamos ate no natal oferecer-lhe uma kit de acessórios da sex shop como vibrador, lubrificante, bolas vaginais, algemas , etc"

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por : Raquel Bulha

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2015-03-18 15:34:34

Brinquedos Sexuais e Sex Shops

Brinquedos Sexuais e Sex Shops
"Olá Raquel e Quintino,
Ouvi o programa sobre bolas vaginais e o programa do testemunho sobre uma ouvinte sobre as mesmas. E partilho da mesma opinião que ela. Bolinhas vaginais para expelir pela vagina? Que fazem arco? Pois também nunca vi e costumo visitar sex shops, online e físicas. Eu já tenho umas bolinhas vaginais, não são individuais mas sim duas, unidas por um fio e têm uma espécie de íman la dentro que facilita a vibração. Comprei na altura para ajudar nos exercícios de pomparismo, além de fazer bem são um ótimo estimulador. Mas acabei por lhes dar outro uso, alem de as ter na vagina e fazer sexo anal, tal como a anterior ouvinte fez, experimentei também a penetração vaginal com as bolas, bem...deixem-me dizer-vos que é fantástico, principalmente se o sexo for numa posição em que estou de pé. Além da boa sensação da penetração, é ainda possível sentir o movimento das bolas para cima e para baixo. Mesmo para o meu parceiro é ótimo pois como é ele que empurra as bolas com o pénis acaba por também o estimular. Recomendo a todas...com alguma dose de paciência para no fim do sexo recuperarem as bolas, não se preocupem, tudo o que sobe, desce eheh."

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por : Raquel Bulha

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2015-03-18 15:31:17

Imaginação sexual, consciente, pode causar repulsa.

Imaginação sexual, consciente, pode causar repulsa.

"Raquel e Quintino,

Durante muitos anos gostava de ler contos eróticos enquanto me masturbava em vez de ver pornografia. E os temas que por vezes procurava eram aqueles em que a mulher era forçada ao sexo. Não violada mas em que no inicio ela não estava muito predisposta, o homem até forçava e ela acabava por gostar e alinhar. Era um rollplay que passava na minha imaginação que me dava muito tesão.

Por vezes, lia historias de incesto. Tios com sobrinhas, primos, irmaos....a minha procurava era mesmo daquele elemento em que a mulher tentava resistir, dizia que não ate ceder...se lia uma historia de incesto em que era ela a tomar iniciativa ou não oferecia resistência, deixava de ter piada.

Mesmo tendo consciência disto, o facto de estar a ler uma historia de incesto, quando parava para pensar e tentava imaginar a pratica repugnava-me...ou seja, excitava-me a ler a historia de um tio com a sobrinha mas se tentasse colocar a cara de um tio naquela historia...o tesão acabava, ficava muito incomodada com o pensamento e por ter pensado naquilo.

Será algum tipo de desejo escondido que tenho que está em conflito com a minha mentalidade/educação?"

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por : Raquel Bulha

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2015-03-18 15:22:25

Projecto ESA (Educação para a Sexualidade e os Afetos)

Projecto ESA (Educação para a Sexualidade e os Afetos)
"Olá Raquel e Quintino

É com bastante agrado que vos escrevo.

Sou um acérrimo seguidor/ouvinte do vosso programa/rúbrica. Muitas da vezes não me é possível ouvir em direto, mas faço-os através dos podcast.

Há pouco tempo fiz uma revisão aos podcast e verifiquei que em Setembro foi abordado a questão da sexualidade nas escolas ou da não abordagem por parte das escolas. Foi esse ponto que me fez escrever-vos para vos dar algumas alegrias.

Sou professor de ciências que trabalha na Região da Madeira e para além da disciplina que leciono também desenvolvo/aplico o projeto ESA (Educação para a Sexualidade e Afetos). Este projeto é desenvolvido em quase todas as escolas da região, à exceção das escolas privadas/particulares de âmbito religioso, aí continua tabu.

Este projeto consiste em 10 sessões ou mais (o mínimo são as 10), que são desenvolvidas em todas as turmas do 5º ao 9º ano. Claro que os conteúdos trabalhados vão sendo diferentes de ano para ano. Para terem uma pequena ideia do se fala/trabalha refiro alguns dos temas abordados:

5ºano

  • SEXUALIDADE E MUDANÇAS NA PUBERDADE
  • A SEXUALIDADE E A AUTO-IMAGEM POSITIVA
  • O SISTEMA REPRODUTOR HUMANO
  • A SEXUALIDADE E AS REPRESENTAÇÕES PESSOAIS
  • A SEXUALIDADE E A CONSCIÊNCIA DOS RISCOS
  • A SEXUALIDADE E A TOMADA DE DECISÃO
  • A SEXUALIDADE E OS COMPORTAMENTOS SEGUROS


6ºano

  • A SEXUALIDADE E A CONSCIÊNCIA DOS RISCOS
  • Infecções de Transmissão Sexual
  • A SEXUALIDADE E AS REPRESENTAÇÕES PESSOAIS
  • A SEXUALIDADE - CONVIVER POSITIVAMENTE COM O CORPO
  • A SEXUALIDADE E A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
  • SEXUALIDADE E HORMONAS SEXUAIS
  • A SEXUALIDADE E OS COMPORTAMENTOS DE PREVENÇÃO
  • Infecções de Transmissão Sexual
  • A SEXUALIDADE E A TOMADA DE DECISÃO
  • A Melhor Escolha
  • A SEXUALIDADE E A ASSERTIVIDADE


Faço referência aos temas do 5º e 6º ano pois são aqueles que desenvolvo.

Aqui o projeto tem tido um aceitação muito grande por parte dos alunos e docentes e encarregados de educação e já é desenvolvido desde o ano letivo 2006/2007.

Quase todos os alunos do 5º ao 9º ano na região da madeira são abrangidos por este projeto. No entanto, e apesar dos benefícios reconhecidos pela comunidade escolar, paira no ar a sensação de que com todos os cortes que estão acontecer na educação, isto possa fazer com que o projeto deixe de ser considerado uma prioridade e passe a ser uma opção. O que ia ser um retrocesso em todo este processo que se tem vindo a criar.

Passo a relatar um episódio que aconteceu numa das aulas do Projeto.

Foi numa turma do 6º ano de escolaridade, durante o desenvolvimento dos temas com a turma, verificava que havia uma aluna que se sentia sempre muito incomodada com o que era trabalhado. Um dia durante uma sessão a referida aluna começou a chorar, falei com ela no sentido de saber se estava tudo bem. A aluna fez questão de me dizer que estava tudo bem e que o choro não era por minha causa, que falava no final da aula. No fim da sessão, fiquei a sós com a aluna que afirmou que estava a chorar porque se sentia completamente enganada em relação a tudo o que estava a ser abordado na aula. A aluna tinha vindo esse ano de um colégio privado de âmbito religioso. Confessou a sua enorme surpresa com tudo e não percebia porque a tinham enganado tanto tempo e que sentia como se estivesse a descobrir um mundo completamente novo. Foi até ao momento a aluna que mais dúvidas colocou, desde que estou a desenvolver este projeto.

Refiro também que durante o desenvolvimento das sessões se consegue detetar casos de abusos sexuais, violência doméstica os quais depois são encaminhados para as entidades competentes, mas sempre com o nosso acompanhamento.

Penso que este tipo de projeto devia ser desenvolvido em todas as escolas e seria uma base fundamental para uma futura sociedade mais feliz com a sua sexualidade e mais respeitadora para com o outro.

Beijinhos e abraço".

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por : Raquel Bulha

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2015-03-18 15:16:20

Será que só amou a ex?!?

Será que só amou a ex?!?
"Para sermos felizes temos que ultrapassar as relações do passado, esquecer quem ficou lá trás. Afinal por algum motivo acabou. Certo? Desapaixonamo-nos, chateamo-nos, traímos....A bem ou a mal terminamos relações, fazemos o seu "luto" e voltamos a tentar ser felizes depois de tomarmos consciência do porquê de a relação ter falhado. E quando essa relação termina, não pela ruptura ou ferimento dos sentimentos mas pelo falecimento da outra pessoa? Esse luto é assim tão fácil?

O meu atual namorado, que tem 36anos e um vasto leque de relações, confessou-me quando nos conhecemos que apenas tinha amado uma mulher, que morreu de overdose. Ele tem consciência que ela morreu por culpa dela e que o seu vicio só o fez sofrer mas que foi a única pessoa que amou e se não tivesse morrido talvez ainda hoje tivessem juntos.

Agora, 2 anos e meio depois, ele diz que me ama e que sou importante para ele. Mas até tenho medo de perguntar se serei mais importante para ele do que ela foi. (eu sei, Quintino, não me faz bem nenhum saber estas historias do passado dele mas...não fui eu quem perguntou!) Qual a melhor forma de lidar com esta situação? não gosto de falar do passado amoroso dele, não gosto de falar nessa ex em concreto por me deixar insegura. De forma consciente acho que não tem mal nenhum que ele ache que não me ama tanto como a amou a ela...mas não quero ouvi-lo dizer-me isso. Preciso sentir que sou a pessoa mais importante para ele, que nunca amou ninguém como a mim, que faria tudo por mim...mas sei que está é uma visão romântica da vida por isso...o que devo fazer?"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:55:40

O sexo em Portugal/Brasil.

O sexo em Portugal/Brasil.
"Olá Quintino e Raquel!

Já sigo vocês à muitos anos, e adoro... de vez em quando sigo igualmente estes brasileiros:

"Mete a colher" uma dupla brasileira...

Cátia Damasceno

Bem, se em Portugal Raquel & Quintinho já fazem tanto "sururu" imaginem o nível de conversa do "mete a colher" se fosse por aqui "caí-a o carmo e a trindade" :)

Os Brasileiros são mais avançados no sexo como o Quintino sabe, é outra cultura, Portugal segue     m u i t o     d e v a g a r  i n h o .... e isto ainda anda muito às custas da dupla Raquel & Quintino sem vocês ainda estariamos na idade da pedra do sexo faz falta falar de sexo sem o dramatismo tipicamente Português, mas sim de uma maneira mais leve e descontraída como os Brasileiros... pode ser que um dia as coisas melhorem...  continuem o bom trabalho.

Normalmente este dramatismo anda à volta da ofensa?"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:51:55

A experiência do(a) Companheiro(a)

A experiência do(a) Companheiro(a)
"Boa tarde. antes de mais parabéns pelo vosso programa, deviam de existir mais como o vosso!
Tenho 24 anos e a minha namorada 28. esta é a minha primeira relação, ela já teve algumas, e esta última com um homem por volta dos 40 anos. Ela disse-me que depois de terminarem continuavam a encontrar-se para terem relações sexuais mas agora que está comigo (à 1 ano) nunca mais se encontraram para o fazer. A questão é que eles continuavam a comunicar um com o outro, até o dia em que descobri umas mensagens dele a dizer que tinha saudades dela e quando a podia ver e ela responde que quando passar por Lisboa podiam-se encontrar. depois ela manda-lhe um ps a dizer que pode matar as saudades sempre que quiser. estivemos para acabar mas ela prometeu-me que não se tinha passado nada entre os 2 e que ele ficou um grande amigo dela porque a ajudou bastante e que já tinha sido traída algumas vezes e sabe qual é esse sentimento. por vezes sinto-me confuso e com dificuldade em confiar nela. Uma das razões que me deixa inseguro é o facto de eu sofrer de ejaculação precoce o que me deixa com medo que ela vá procurar fora..."

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:48:23

É preciso coragem para mudar mas há dias em que custa.

É preciso coragem para mudar mas há dias em que custa.
"Olá aos dois :)
É com muito orgulho que vos escrevo. Fiz o que o dr Quintino defende: quando a relação não sabe bem pôr de lado. Eu venci o medo, ganhei coragem e pus, ao fim de muitos meses de sofrimento, de sentir desinteresse do outro lado, de sentir que a paixão não se tornou em amor, que não era bem aquilo, que ele não estava assim tão afim, enfim, eu não estava feliz!  Eu não fui educada para ser feliz, e demorei a dar a volta. ouvi vezes sem conta a hora do sexo (obrigada pelos ensinamentos preciosos!)

Ser feliz e querer ser feliz é uma conquista dos últimos tempos, e tenho aprendido muito convosco! Estou a adorar esta viagem...
Mas às vezes custa, e hoje é um desses dias. Penso o quanto gostava que tivesse dado certo, vou espreitar o facebk dele - eu sei que não devo!! - enfim, hoje não estou bem.
Dr quintino, quero dar a volta, seguir em frente, sem mágoa. eu sei que fiz o melhor para mim! E nem vocês desse lado sabem o quanto me ajudaram :)
Obrigada e um beijinho!"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:45:11

Faço sexo oral à minha parceira, ela não me faz. Será que gosta de mim?

Faço sexo oral à minha parceira, ela não me faz. Será que gosta de mim?

"Uma pergunta. Faço sexo oral à minha esposa e ela não faz oral a mim. Será que gosta de mim?"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:30:20

A maternidade

A maternidade
Amigo Quintino, tenho uma questão:
Será o erro no meu desenvolvimento o principal destruidor da minha predisposição para ser mãe?
Tenho 27 anos e nunca me lembro de gostar muito de crianças. Lembro-me de com 3/4anos não ter paciência para as birras de outros miúdos. Lembro-me de fazer birra por não querer partilhas os meus brinquedos com outras crianças. Cresci a brincar com um vizinho 1 ano mais velho que eu. Com 7/8 anos nas convívios familiares eu sentava-me com os adultos. Com 12 anos comecei a trabalhar e tinha que estabelecer relações interpessoais com adultos (num cabeleireiro). Ao longo da adolescência sempre convivi na maioria com grupo de amigos mais velhos que eu entre 3 a 10anos. Quando comecei a trabalhar sempre fui integrada em equipas 15/20anos mais velhos que eu. Gosto de olhar para um bebe, por 5 minutos. Gosto de o ver sorrir mas acho absurdo falar língua de bebe ou fazer caretas para isso. Sou aquela pessoa apologista de restaurantes ou hotéis interditos a crianças e que quando ve uma criança em publico a gritar, fazer birra, chorar, destruir tudo acha os pais incompetentes por não terem mão no filho. Tive uma mãe, que apenas me soube parir, o resto do tempo focou-se no seu umbigo...e eu penso, para ser uma mãe assim, mais vale estar quieta!

Quando penso na ideia de ser mãe...não digo com 100% de certeza que não quero ter filhos. Mas certamente que enquanto pensar e me sentir assim não serei egoísta ao ponto de trazer ao mundo um ser humano que não será totalmente desejado. Estou de momento numa relação de 2anos em que o meu companheiro tem o desejo de ser pai. Ele sabe que eu não lhe posso dar essa garantia, ainda.

Sinto-me no direito de não querer ser mãe, mas sei que este pensamento e a forma como me sinto é censurável pela sociedade. Mas agora, depois de ouvir tanto a hora do sexo, penso se terá sido esta minha preferência em criança, de conviver com adultos, e que tanto era aclamada por eles, já que admiram ser tão madura, que terá criado esta formação de sentido para a maternidade."

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:23:55

Apimentar a "Hora do Sexo"

Apimentar a Hora do Sexo
"Boas! Receberam um email de uma mulher contando que tinha conhecido um homem há sete meses... Ela veio a fazê lo porque nós ouviamos a hora do sexo e comentávamos que estava cada vez menos interessante. Vimos então por este meio apimentar com certos taboos... temas mais escaldantes... Esse homem que ela diz ter conhecido sou eu... Lol e para encurtar a história.... Eu sou casado e tenho 34 anos.. essa mulher é minha prima de segundo grau, tem 32 e tbm está num relacionamento... e temos feito os dois "escândalos" como agente fala.... Tudo às escondidas... Enfim ela não deixou por escrito dúvidas, pois tbm nós tratamos de tirar as poucas que temos em relação ao sexo... na prática.. lol.. fazemos e falamos de tudo...  lançamos aqui o desafio de animar um pouco a hora do sexo.. E peço que isto fique como é óbvio anónimo..."

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:20:39

Estimulação da zona entre escroto e ânus.

Estimulação da zona entre escroto e ânus.
"Conheci um homem há sete meses.... temos uma química inigualável como nunca tive antes com nenhum dos prévios dois homens na minha vida ...

Quando estamos juntos aquece de tal maneira... chega a ser um plano surreal .. á parte... uma mistura do sétimo céu e inferno...and I quote "dou lhe uma tesão dos diabos" e eu entrego me como nunca me entreguei a ninguém antes..

Ambos adoramos sexo... intimo.. calor.. carinho.... etc... e um dia veio em conversa q a parte mais sensivel do homem é entre o escroto e o anûs... entao perdi maior parte de vergonha e procedi em aventurar me por essas zonas... com lingua.. dedos.. enfim... foi simplesmente fascinante ver e ouvir o perdido que ficou! nao sei a quem dos dois deu mais prazer .. lol... fiquei a pensar... para mim foi este o equivalente que ele me dá varias vezes (conilingua)... dei lhe bastante prazer.. imagino o q haverá mais como prazeres inimagináveis ou taboos q me aguardam..."

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:15:59

Orgasmos - Vaginal e Clitoriano?

Orgasmos - Vaginal e Clitoriano?
"Olá Raquel e Quintino!
Já não é a primeira vez que vos escrevo, pelo que não levam a mal se passar a parte dos elogios ao vosso trabalho? Toda a gente já sabe que vocês são os MAIORES!!
Andava há uns dias para vos escrever sobre um tema quando, como que por magia, vocês falam dele num dos vossos programas! Ainda assim, a Raquel referiu que este iria ser desenvolvido em breve, pelo que a minha mensagem pode sempre trazer algum contributo à discussão.

O tema em questão é o orgasmo vaginal e clitoriano. Há uns dias em conversa com a minha namorada ela fala-me de diferentes orgasmos e eu fiquei curioso porque não conhecia de todo a questão. O que ela me explicou é que tem sensações completamente diferentes quando atinge um orgasmo vaginal ou clitoriano. O primeiro surge apenas com a penetração e provoca-lhe um orgasmo generalizado, como se todo o corpo fosse envolvido por aquela sensação; ja o orgasmo clitoriano descreve-o como se fosse uma descarga eléctrica bem limitada à região do clitoris, menos abrangente mas muito mais intenso de forma localizada. Este orgasmo clitoriano so surge por estimulação directa do clitoris, seja durante a penetração ou o cunilingua. Posta esta diferença de sensações, será que podiam desenvolver o tema num dos próximos programas

Como é que algo que se origina a partir do mesmo órgão pode provocar reacções e sensações tão distintas?

Um grande abraço aos dois!"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 13:12:53

Os relacionamentos e as redes sociais.

Os relacionamentos e as redes sociais.
"Bom dia (boa tarde, ou boa noite) meus queridos da Hora do Sexo!

Cada vez mais aparecem dúvidas sobre relacionamentos ligados às redes sociais. Pois a minha não é exceção.

Há já uns meses cruzei-me com um rapaz na rua que despertou o meu interesse. Acabei por encontrar casualmente o seu Facebook e quase todas as semanas faço um stalking "saudável"... Temos imenso em comum, até mete impressão!

As minhas amigas insistem para que o adicione como amigo, mas não acho saudável começar uma "relação" deste modo. Para além disso posso sempre ser rejeitada ou ficar perdida na lista de amigos dele, sem sequer alguma vez trocarmos uma mensagem. O que faço, arrisco?"

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 12:39:13

A timidez e o sexo - a primeira vez com uma prostituta

A timidez e o sexo - a primeira vez com uma prostituta
"Sou um jovem de 20 anos universitário e adoro sair com os meus colegas. Sou uma pessoa bem humorada mas um pouco timida em relaçao ao sexo oposto , tive uma adolscencia um pouco complicada devido ao facto de ser muito timido, cheguei a sofrer de bullying.
Durante toda a minha vida nunca tive qualquer relacionamento intimo com o sexo oposto, embora ja tenha tentado com uma amiga e tenha levado um fora quando decidi expor os meus sentimentos . Estava a pensar em ter a minha iniciação sexual com uma Prostituta so para me exprimentar sexualmente enquanto nao vai aparecendo alguém, e para depois me poder sentir mais a vontade, ja deixei passar algumas oportunidades antes por ser um pouco timido."!

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 12:24:33

Desculpas para não fazer sexo com a mulher

Desculpas para não fazer sexo com a mulher
Ben Zank "Raquel Bulha e Quintino Aires,
Antes de mais devo dizer que adoro o vosso programa e já vos acompanho há imenso tempo e as vossas intervenções têm sido muito importantes para a abertura em muitos assuntos que muitas vezes era um tabu, desde que iniciei a minha vida sexual. Confesso que já havia tido questões para vos colocar, mas nunca tive coragem ou talvez porque não tinha ocorrido nada que tivesse realmente mexido comigo.
Tenho quase 30 anos e ando com um rapaz há dois anos, iniciámos uma relação que ao inicio não era nada assumido, mas com o decorrer do tempo e da convivência, fomos construído algo que possamos chamar de "relação", ele foi o meu 1º e único companheiro sexual. Durante estes 2 anos experimentei várias coisas a nível sexual, sempre tivemos uma quimica e uma abertura mental muito grande, a ponto de satisfazermos as fantasias um do outro, desde fazer sexo em lugares públicos, no carro, na janela de casa, passando pelo uso de brinquedos e chegámos a pensar fazer um ménage à trois com uma outra mulher, o que não se concretizou, por não termos conseguido encontrar nenhuma amiga minha "disponível" ou que tivesse mente aberta suficiente para tal e eu queria muito concretizar essa fantasia, pois era algo que ele estava sempre a falar.
O que acontece é que há desde 6 meses para cá, ele começou a afastar-se de mim e a nossa prática sexual decaíu completamente, ou seja, começou a ser inexistente. Confrontei-o com o que pudesse estar a acontecer e ele desculpou-se com o aparecimento de um QUISTO no testiculo, o que lhe causava um enorme desconforto, quando fazíamos amor. Eu estive meses a tolerar essa situação, à espera que ele melhorasse, pois ele dizia que o quisto acabaria por desaparecer por si só. O que venho a descobrir há dias, é que ele mantém há meses (6 meses) uma outra relação, assumida, mas com uma mulher mais velha, já com 3 filhos. Parecem muito apaixonados, a julgar pelas fotos publicadas no Facebook. Alias, descubri essa dupla relação através da rede social, e por acaso. O que me custa nesta situação é que ele diz que só começou a ter essa relação com uma mulher mais velha porque estava a sentir-se com baixa auto-estima por causa do problema no testículo e de facto eu vi o exame médico e o problema existia, mas isso não invalida o facto de deixar passar estes meses todos e não me ter dado assitência e eu ter mantido uma postura de tolerância e em altura nenhuma pensei em ser-lhe infiel, pois não é da minha natureza. Ele diz-se muito arrependido mas o facto é que continua com ela e eu não percebo por que razão isto aconteceu.  Eu terminei tudo , mas estou muito magoada e não consigo perdoá-lo."

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por : Raquel Bulha

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2015-02-10 10:55:41

Interesse Sexual

Interesse Sexual
"Olá, comecei a ouvir o vosso programa a conselho da minha psicoterapeuta e gostei muito. Gostaria de partilhar a minha situação convosco por achar que sofro de um problema comum.

Sou uma mulher de 30 anos e estou com o meu parceiro há 6, vivemos juntos e sempre tivemos uma vida sexual bastante activa. De há dois anos para cá a situação tem vindo a mudar: eu não tenho o mesmo interesse sexual de antes. Ou estou cansada, ou tenho tarefas ou até coisas mais interessantes para fazer. E agora, sempre que ficamos uma semana ou 10 dias sem sexo (raríssimo, porque eu esforço-me por fazer mesmo sem vontade), há discussão. A nossa média são 2 vezes por semana, o que para ele é muito insuficiente.

Tentei explicar ao meu parceiro que isto não é por ter deixado de gostar dele, mas que realmente sinto falta de uma maior ligação com ele. Não me sinto apoiada nas tarefas domésticas, não me sinto apoiada financeiramente (ele não tem estabilidade financeira porque tem investido em negócios que ainda não vingaram) e não me sinto conquistada/namorada. Sinto falta de passeios, surpresas, prendas, diversidade. Sinto que não temos planos conjuntos para o futuro, nunca viajámos juntos, temos uma rotina muito limitada e as férias são sempre para o mesmo sítio. Não planeamos ter filhos... parece que não estamos a construir nada juntos, só a "passar pela vida".

Já lhe espelhei tudo isto e a resposta é sempre a mesma: estás-te sempre a queixar, nunca estás satisfeita com nada, mesmo que eu fizesse essas coisas todas tu ias inventar outra desculpa para não haver (mais) sexo.

Penso que se algo não mudar, ele vai acabar por deixar-me, convencido de que eu sou frígida ou que tenho algum problema (coisa que já me sugeriu várias vezes), em vez de olhar para a sua parte no meio disto tudo - não me desperta grande interesse sexual, apesar de ser bem parecido e estar em boa forma (e de ser competente na cama).

Depois de algumas discussões, tentei ter uma atitude mais positiva em relação ao sexo: não encarar a coisa como uma obrigação, tentar mentalizar-me de que "ok, isto vai servir para descomprimir do dia de hoje, vou estar com o homem que amo", não me importar de ficar acordada até mais tarde (ele não tem de acordar cedo de manhã) a bem da relação, usar lingerie que me pudesse excitar mais, etc. Ele continua a queixar-se da pouca frequência, mas não se tornou mais romântico nem fez nada de diferente.

Já tentei que ele lesse livros e artigos sobre o assunto, que ouvisse o vosso programa, que fossemos fazer terapia os dois (recusa-se). Nada ajudou. Estou a começar a desesperar, como hei de chegar a ele? Como fazê-lo ver o meu lado da situação? Como "provar" que nós, mulheres, somos diferentes e para haver sexo não é só "carregar no botão"??
Obrigada..."

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por : Raquel Bulha

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A Hora do Sexo MP3 2015-12-31
A Hora do Sexo MP3 2015-04-02
Este é o blogue do programa "A Hora do Sexo". Aqui encontras muitas das dúvidas relacionadas com a sexualidade, mas mais importante do que isso, os devidos esclarecimentos e respostas. Bem-Vindo!

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