PORTUGÁLIA
com Henrique Amaro
2012-01-30 13:09:39

PMA - Casais homossexuais (cont.)

"Não quero a vossa opinião sobre os projectos, mas sim uma opinião médica sobre estes temas em relação a casais homossexuais, nomeadamente em relação à PMA como uma maneira dos casais de lésbicas poderem ter filhos caso o entendam e assim desejem, e quais as consequências disso numa criança.
Esta é uma questão pessoal uma vez que esta opção já foi várias vezes debatida por mim e pela minha companheira. Namoramos há 3 anos e vivemos juntas há 2. Tivemos muitos obstáculos exteriores para ultrapassar, mas todos vão sendo ultrapassados e a nossa relação está cada vez mais forte e intensa a todos os níveis. No sexo tudo corre muito bem e aquilo que possa correr menos bem é falado e debatido até percebermos o que incomodou a outra. Somos muito felizes e de vez em quando damos por nós a falar de filhos. Claro que para nós era fácil concebê-los de forma tradicional, pelo menos a nível fisíco, mas está fora de questão e assim tentamos ver outras opções, sendo a PMA uma muito boa opção. Isto apesar de todas as dificuldades legais posteriores ao nascimento da criança, uma vez que a nossa lei só reconhece a paternidade (parentalidade) á mãe biológica, ficando a outra sem direitos legais sobre um bebé que é tanto filho de uma como da outra. Estas e outras questões são faladas lá em casa e como vão agora ser faladas na AR pensei em pedir um esclarecimento.
Desde já agradeço a ambos o óptimo trabalho que fazem!"


por : Raquel Bulha

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2012-01-30 13:00:18

Procriação Medicamente Assistida (PMA)

"Boa tarde,

Mais uma vez quero dar-vos os parabéns pelo excelente programa (apesar de pequenino) que fazem! Vocês tentam desmistificar e limpar a mente de alguns preconceitos que, apesar de ultrapassados, ainda nos condicionam em matéria de amor, de relações e de sexo. E isso é serviço público.

O assunto que me levou a escrever prende-se com uma matéria atual, mas no entanto esquecida por quase todos, em prol da crise: a PMA (Procriação Medicamente Assistida). No dia 19 foram debatidos na AR 4 projectos de lei sobre a PMA a adoção e a maternidade de substituição."


por : Raquel Bulha

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2012-01-25 11:32:42

Companhia na excitação



(cont)
"Nestes últimos meses tenho andado com tempo a mais para "não fazer nada"... e parece que as minhas hormonas andam descontroladas!  Como nem sempre me apetece estar com ele, vou arranjando outras maneiras de satisfazer estes desejos súbitos que me vão dando. Às vezes no chuveiro outras vezes apenas na cama sem auxilio a quaisquer "instrumentos". Quando começo a ter um orgasmo é dificil controlar-me e prolongá-lo, dá-me sempre a sensação que poderia ter atingido um maior prazer... Nunca é suficiente... Afinal o que é que se passa!?

Adoro o programa, é pena ser tão curto!

Beijinhos e abraços.

Continuem o excelente trabalho ;)"

  

  

  


por : Raquel Bulha

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2012-01-25 11:21:23

Os relacionamentos e a individualidade

Os relacionamentos e a individualidade


"Olá Raquel e Quintino
Já há uns tempos que estou para vos escrever até que decidi que tinha de ser hoje! Tenho apenas 19 anos e graças à "Hora do sexo" estou bastante mais esclarecida e conhecedora no que toca ao assunto: sexo!

Já tive alguns relacionamentos, na altura dava-me por completo, até que num dos últimos relacionamentos (que durou cerca de 4meses) eu me apercebi que de facto não vivia para mais nada se não para aquilo! Hoje não me surpreendo desse e de outros relacionamentos não terem dado certo, "descobri" que estava com o que os especialistas chamam de depressão, segundo os mesmos era leve, se bem que até direito tive a pedopsiquiatra. (LOL) Por toda esta vivência acho que já estou vacinada para vários males, tanto a nivel de relacionamentos, como a nivel de amizades e, hoje acredito que tudo já passou e foi só mais uma má fase.

Bom não é bem sobre isso que estou a escrever, escrevo para vos pedir uma pequena ajudinha... depois de ter feito tal descoberta e de me encontrar um pouco mais estável (isto é à base de fármacos) comecei a dar-me com um rapaz que era tudo o que eu odiava (daí dar razão ao provérbio "os opostos atraem-se") a coisa foi avançando e graças a ele fiz bastantes descobertas a nível sexual, de facto foi a pessoa com quem mais me descobri a mim mesma, aprendi a gostar de mim realmente e não só porque iam opinando! Isto foi sempre continuando até que andamos nisto há mais de 2 anos, estamos juntos quando me apetece a mim e a ele, e cada um é livre para estar com qualquer outra pessoa. Admito que há uns tempos atrás me fazia confusão imaginar ou vê-lo com outra pessoa, mas agora já não me incomoda, vamo-nos divertindo e sabe-me bastante bem confesso... Ele foi estudar para outra cidade e agora quando ele vem cá de vez enquando estamos juntos, se não estamos mais é porque também não o comunico para tal! (Cont)"

  


por : Raquel Bulha

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2012-01-25 10:56:10

Gravidez para curar uma doença


"Olá Quintino e Raquel,
Estava eu a ouvir A Hora do Sexo quando ouvi um caso que me parecia o meu.
A minha namorada tem Endometriose. Já foi operada aos ovários antes de nos conhecermos e aparentemente a situação ficou controlada. Há relativamente pouco tempo descobriu que tinha passado para os pulmões e fez uma broncoscopia.

Fomos a uma ginecologista que nos foi recomendada e depois de contarmos a história e de ver exames disse para a minha namorada engravidar, pois poderia tratar a doença. Segundo ela ainda não há cura e algumas mulheres conseguiram estabilizar a doença depois de engravidar. Penso que tem a ver com a estabilização hormonal depois do primeiro filho. Foi sempre dito à minha namorada que seria muito difícil engravidar. Agora dizem que se engravidar pode ficar curada. E a verdade é que pelo o que investiguei na Internet ambas as coisas podem acontecer. Eu ainda não sei se quero ter filhos, mas recuso a ideia e a pressão que foi exercida de ter um filho para curar uma doença. Por um lado acho egoísta termos uma filho só por essa razão, por outro só quero ver a minha namorada bem. Já não bastava a pressão social a dizer que «está na altura de terem um filho». Obrigado pelo excelente serviço público que prestam!"

  


por : Raquel Bulha

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2012-01-20 16:02:03

Ciúmes doentios


"Bem, a minha história aconteceu no ano passado, na passagem de ano. O meu namorado estava a trabalhar e nós estávamos com bastantes problemas na relação. Na verdade, tínhamos dado uma espécie de tempo,  mas continuávamos a encontrar-nos como 2 amantes. Nessa noite fui ter  com um amigo, por quem sentia muita atracção há já algum tempo (daí alguns problemas com o namorado)... as coisas acabaram por acontecer, mas eu corri porta fora a meio da coisa porque me sentia muito culpada. Apesar de tudo, sentia que estava a jogar fora a construção de um amor para a trocar por uma atracção. As coisas ficaram-se por  essa noite, mas claro... apesar de termos reatado (eu e namorado), qualquer coisa me ficou de muito mau... Agora sofro de uns ciúmes  doentios e julgo que possam ter a ver com o facto de estar a julgá-lo  pelos meus actos. Não sei como resolver isto. Podem indicar-me uma saída? Sinto-me doente com isto tudo e tem provocado um enorme sofrimento aos dois."

 


por : Raquel Bulha

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2012-01-20 15:54:39

A depilação no homem


"2- Depilação
Outro assunto que gostava que tratassem é a depilação. Há uns anos comecei a fazer a depilação genital, já experimentei fazer com creme depilatório e com a gilete. Tenho feito com gilete e sempre correu bem até à ultima vez... houve um maldito pêlo que ficou encravado no corpo do próprio penis. Fiquei com uma grande infecção, tive de andar a colocar pomadas etc e parar com sexo uns dias... agora está praticamente curado e pronto para entrar em acção. Qual será a melhor forma de fazer a depilação para reduzir o perigo dos pêlos encravarem? Que perigos para a saúde do pénis podem ocorrer com uma inflamação deste tipo?

(... )vou continuar a ouvir o vosso excelente programa."


por : Raquel Bulha

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2012-01-20 15:50:38

A ereção já não é o que era!


"Mais uma vez vos escrevo e mais uma vez vos dou os meus parabéns por nos brindarem com tantos assuntos interessantes...
Já sei que a Raquel vai dizer que há emails muito extensos que dá vontade de os cortar ao meio, mas eu faço isso por ti. Dividi o email em 2 assuntos:

1 - Ereção
Tenho 26 anos e o que me leva a escrever é o facto de há uns tempos para cá a minha ereção não ser tão prolongada como antes... Quando comecei a minha atividade sexual a ereção mantinha-se por muito tempo, mas ultimamente tem durado apenas 1 relação. Quando o atinjo o orgasmo a ereção torna-se mais fraca, e deixa de existir. Tenho de esperar algum tempo para a conseguir retomar. Penso que pode ser psicológico pois já parto para o sexo com medo que isso vá acontecer. Outra coisa que tem variado é o tempo que aguento antes de ter o orgasmo varia dos 5 aos 30minutos (para primeira relação do dia). Tenho a mesma companheira há 5 anos, continua a excitar-me como no 1º dia e tenho ganas de fazer sexo com ela, e ela comigo :).

Já falei com a minha esposa e ela também não entende o que se passa, mas não fazemos disso um problema, simplesmente prolongamos os preliminares intermédios :D. Quando atinjo de novo a ereção volta a ficar forte.

O que posso fazer para ultrapassar este problema que julgo psicológico?"


por : Raquel Bulha

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2012-01-17 16:08:25

O uso do pénis, cuidados a ter.


"Olá Raquel e Quintino,

Ouvi o vosso consultório sexual desta tarde e soou-me algo familiar.

Acho que não a um nível tão avançado de frustração e sentimento de que já não há solução ou saída da situação indesejada (olhar para a galinha do vizinho, etc..), mas como um possível principio que daria origem a esta mesma situação.

Estou com o meu namorado há um ano, e já vivemos juntos há 7 meses.

Para ser sincera a nossa relação não começou da melhor forma. Ele estava numa relação de 10 anos, estagnada e simplesmente de amizade, eu estava em Madrid. Longe. Houve traição, houve mentira, houve jogo duplo.

Mas conhecemo-nos e a magia aconteceu. Quando voltei ,passado pouco tempo ele terminou a relação dele, começamos a namorar e uns meses depois fomos viver juntos.

O principio foi fenomenal, muita paixão, muito sexo, muito desejo (estávamos há um ano a guardar estes sentimentos por causa da distancia e da relação dele). Passado alguns meses ele começou a queixar-se de cortes no penis depois de cada vez que faziamos amor. Ele mostrou-me os cortes que lhe causavam tanto desconforto. Ao mesmo tempo fiquei com uma infecção urinária. Fui à ginecologista e ele ao urologista. Eu fiz o tratamento e desde aí que estou óptima. Ele já fez o tratamento, continuou igual e o médico disse que teria de fazer uma peniscopia para começar o processo de eliminação de possiveis causas para esta reacção pós coito.

Entretanto, o exame ainda não foi marcado e ele continua com o mesmo problema.

Escusado será dizer que temos relações sexuais uma simples e miserável vez por mês que é normalmente o tempo de cura. Porquê simples e miserável? Porque passa tanto tempo desde que unimos os nossos corpos que nos atacamos com um um leão a um pedaço de carne. O sexo não é fantástico porque, pode parecer idiota, perdemos o ritmo com estas paragens mensais, e porque sinto que houve uma perda de intimidade. Sinto que quando fazemos amor o magoou-o e ele acha que eu já não gosto de fazer amor com ele. Às vezes até me esqueço, e quando me lembro de atirá-lo para o chão e atacá-lo, lembro-me logo do que acontece a seguir a fazermos amor. Tenho medo de perder de vez a vontade. Considero-me uma pessoa bastante sexual e AQUELE momento com o meu namorado é muito importante para mim, para ele e para nossa relação.

Não penso noutras pessoas, mas sinto-me frustrada e triste. Já aconteceu em relações anteriores ter perdido completamente a vontade de fazer o amor (naturalmente, provavelmente devido a monotonia, também culpa minha, eu sei!) e não quero que volte a acontecer.

É possivel que tenha de ser circuncidado? No principio da nossa relação o meu namorado tomava cortisona, (tem uma doença cronica do intestino) ele acha que é possivel que o facto de ter deixado de a tomar o tenha tornado mais vulnerável. Há vários sinais possíveis e a verdade é que não saímos dos consultórios dos supostos especialista muito mais esclarecidos...

Obrigada pelo vosso programa."

 

 


por : Raquel Bulha

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2012-01-16 16:19:42

Virgindade


"Em primeiro lugar gostaria de vos felicitar pois o V/ programa é muito esclarecedor e interessante e penso que fazem um verdadeiro serviço público!

Mas tenho um problema que gostaria que me ajudassem. eu conheci uma rapariga recentemente, saímos algumas vezes e trocámos beijos e carícias. Ela preencheu as minhas expectativas e pedi-a em namoro. Ela aceitou. Problema: ela é virgem! Não que seja daquelas que quer permanecer assim até ao casamento, pura e simplesmente está à espera da pessoa certa, e verdade seja dita, ela e eu, somos ainda muito jovens. Ora é óbvio que quero fazer amor com ela, porque a amo e porque estamos juntos, mas sinto-me um bocadinho perdido. Ela sente-se pressionada para estar comigo ainda que eu lhe diga que tenho paciência e que andamos ao ritmo dela, porque já teve relações que acabaram porque ela não cedeu.

Gostaria de saber se me podem dar uma mão."

-------------------

"Antes de mais permitam-me felicitar-vos pelo vosso programa, que costumo ouvir com agrado.
Mas acabei de ouvir, pela 2ª vez (uma vez que ouvi ontem também o programa), o Dr Quíntino a dizer que uma pessoa virgem aos 26 é doente. Permita-me discordar desta sua opinião e sendo este um programa onde se deveria falar de sexo abertamente este tipo de frases não demonstram grande abertura a quem pensa de maneira diferente do Dr. Quíntino.

Não penso que haja qualquer tipo de doença numa pessoa que nunca teve relações sexuais aos 26, se calhar esta pessoa ainda não encontrou a tal pessoa com a qual quer ter relações. Não me parece muito lógico estar neste programa, que considero sério e educativo passar a mensagem que devemos andar a ter relações sexuais como coelhos, hoje um amanhã outro e por aí em diante, para que a virgindade deixe de ser um "problema de saúde pública".

Esclarecer as pessoas e desmistificar o sexo parece-me ser um objectivo que este programa deveria ter, já que infelizmente nem as nossas famílias o fazem, nem a escola fornece um serviço credível e com pessoas aptas para o fazerem.

Vou continuar a ouvir o programa, que muito me agrada e com o qual abri alguns horizontes, mas este tipo de mensagens só dá uma sensação de tacanhez e de compreensão às pessoas que as proferem, sendo que estas pessoas são Opinion makers da nossa praça. Talvez fosse interessante terem para além do Dr. Quíntino um outro psicólogo com pontos de vista diferentes para haver um debate realmente aberto e não tendencioso.

 


por : Raquel Bulha

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A HORA DO SEXO MP3 2012-02-02
A HORA DO SEXO MP3 2012-02-01
Este é o blogue do programa "A Hora do Sexo". Aqui encontras muitas das dúvidas relacionadas com a sexualidade, mas mais importante do que isso, os devidos esclarecimentos e respostas. Bem-Vindo!

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