Em 2006, o PIB nos Açores cresceu 3,3%, um crescimento superior a todas as regiões do país e maior do que a média nacional, que foi de 1,4%.
Segundo os dados divulgados pelo INE, a seguir vem a Madeira, com 2,8% e depois o Algarve com 2,5%.
As regiões que registaram menores aumentos do PIB em 2006, foram o Alentejo, o Centro, o Norte e Lisboa.
Apesar do crescimentos que se tem verificado, o PIB nos Açores continua abaixo da média nacional e muito inferior aos valores registados na Madeira e em Lisboa.
Os dados do turismo continuam pouco animadores. De Janeiro a Maio, regista-se uma quebra em quase todas as ilhas. Mesmo S. Miguel, onde o turismo tem maior peso, apresenta, nestes primeiros cinco meses de 2008, uma quebra de 7,9%, o que representa, menos 22 mil dormidas do que em igual período do ano passado. A Terceira e o Faial, também viram cair o número de dormidas e o Pico, apresenta o pior resultado, com uma quebra de 18%.
O goraz é a espécie que tradicionalmente representa maior rendimento para os pescadores dos Açores. O ano passado rendeu 5,7 milhões de euros, atingindo, em lota, o preço médio de cerca de 15 euros por quilo.
Em 2007, foi, no entanto, ultrapassado pelo atum, que, em ano de boa safra, chegou aos 6,3 milhões de euros.
Depois segue-se na lista das espécies mais rentáveis o cherne, o Peixão, e, mais recentemente, a Lula, que hoje é uma boa fonte de rendimento para quem vive da pesca.
No mês de Maio, não se registaram alterações na taxa de inflação nem no todo nacional nem nos Açores.
A média do país manteve-se nos 2,6%. Aqui continua nos 3,1%.
Mas, os Açores já não têm a taxa mais elevada do país, agora estão abaixo do Algarve e do Alentejo.
Há quem não vá à bola com números.
E há quem goste de os colorir.
As estatísticas têm sempre um lado mais atractivo. Depende, obviamente, do ponto de vista do utilizador.
Estas são rigorosas.
Rafael Cota, jornalista da rádio pública, dedica-se há anos aos números. Por prazer!