quarta, 17 março 2010 | 03:10

CINEMAX

Cinemax: as estreias da semana, as rodagens, um outro olhar sobre os filmes

O maior ecrã da rádio portuguesa na Antena 1(segunda a quinta - 10h40. Magazine semanal quinta - 23h15; e sábado - 18h10) e na Antena 3 (magazine semanal domingo - 10h00)
2010-03-15 22:05:48

A Alice de Burton segue na frente
Box Office do fim-de-semana em Portugal
>11 a 14 de Março 2010

Tal como nos Estados Unidos, também por cá "Alice no País das Maravilhas" segue destacada na frente pelo segundo fim-de-semana consecutivo.

A Alice de Burton segue na frenteBox Office do fim-de-semana em Portugal >11 a 14 de Março 2010
Denzel Washington é o protagonista de "O Livro de Eli" a melhor estreia deste fim-de-semana.


"Alice no País das Maravilhas" atravessou o segundo fim-de-semana nas salas sem concorrência à altura. A quebra do filme de Tim Burton foi menor em Portugal (-39,6%) do que na América do Norte (-46,6%).

"Amar é Complicado"
manteve a posição #2 e a distância para o título da frente e resistiu à estreia de "O Livro de Eli" que teve um lançamento apenas mediano, tanto em volume de cópias como em receita obtida. Conseguiu, mesmo assim, a segunda melhor média do mercado.

Em queda acelerada está "Shutter Island" que ficou mais de 45% abaixo do conseguido no fim-de-semana anterior.

A estreia limitada de "Visto do Céu" confirmou que Peter Jackson desta vez não acertou nos gostos do público. Em sintonia com o que se passou no mercado norte-americano e um pouco por todos o mundo, o thriller sobre o homicídio de uma criança contado pela própria foi recebido com frieza.

Mais abaixo, fora do top 5, o efeito Oscars revelou-se por fim com "Estado de Guerra", limitado a 7 ecrãs, a subir mais de 400% (acrescentou 5 mil espectadores este fim-de-semana, para um total de 22 mil).

As outras duas estreias tiveram lançamentos mínimos e resultados a condizer: "Tony Manero" estreou em apenas uma sala (foi visto por 248 espectadores) e "Cinerama" em duas (372 espectadores).


Pos TítuloDistribuidorReceita do fim-de-semana (€)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia (€)Receita Acumulada (€)Semana
1 1 Alice no País das Maravilhas Zon Lusomundo 501.934 -39,6% 76 6.604 1.537.291 2
2 2 Amar… É Complicado! Zon Lusomundo 181.008 -39,8% 66 2.743 568.078 2
3 -
O Livro de Eli Columbia Warner 120.428 - 32 3.763 120.428 1
4 3
Shutter Island Zon Lusomundo 98.567 -46,4% 59 1.671 669.116 3
5 -
Visto do Céu Zon Lusomundo 50.857 - 27 1.884 50.857 1
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-15 12:17:33

Ninguém desafia "Alice"
Box Office do fim-de-semana nos EUA
> 12 a 14 de Março 2010

Quatro estreias na América do Norte, mas nenhuma conseguiu sequer beliscar a liderança de "Alice no País das Maravilhas".
Ninguém desafia AliceBox Office do fim-de-semana nos EUA> 12 a 14 de Março 2010
"Combate Pela Verdade" foi a melhor estreia do fim-de-semana, mas ficou muito longe do líder.

Mesmo com uma quebra próxima dos 50% (normal dado o valor obtido no primeiro fim-de-semana) e quatro novos títulos em estreia nacional, "Alice no País das Maravilhas" manteve-se na frente com vantagem substancial sobre todos os outros.

"Combate Pela Verdade" ("Green Zone" no original) juntou-se à já longa lista de filmes com os conflitos no Médio Oriente como tema que fracassaram nas bilheteiras. Com 14,5 milhões de dólares nos EUA, para um total global de 24 milhões provenientes de 15 países (América do Norte incluída), o filme, da mesma dupla da série "Bourne Identity" - Matt Damon e o realizador Paul Greengrass - esbarrou na mesma indiferença que condenou ao insucesso filmes como "O Reino" (de Peter Berg com Jamie Foxx), "O Corpo de Mentira" (de Ridley Scott com Leonardo DiCaprio) e o vencedor de seis Oscars, "Estado de Guerra" de Kathryn Bigelow.

Ainda pior esteve a comédia "She's Out of My League", longe dos números de "A Ressaca" (estreou com 50 milhões em 2009) ou "Um Azar do Caraças", (30,6 milhões em 2005).

Por fim, Robert Pattinson, o menino bonito da série "Twilight", estreou-se num ambiente bem mais humano em "Lembra-te de Mim" e não passou de uns magros 8,3 milhões de dólares.

A última das estreias nacionais na América do Norte no passado fim-de-semana foi "Our Family Wedding", uma comédia romântica dirigida aos públicos afro-americanos e hispânicos. Com 7,6 milhões de dólares, nem sequer logrou entrar para o top 5.

Pos TítuloDistribuidorReceita do fim-de-semana ($)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia ($)Receita Acumulada ($)Semana
1 1 Alice no País das Maravilhas Buena Vista $62,000,000 -46.6% 3.728 $16,631 $208,625,000 2
2 - Combate Pela Verdade Universal $14,535,000 - 3.003 $4,840 $14,535,000 1
3 - She's Out of My League Paramount $9,600,000 - 2.956 $3,248 $9,600,000 1
4 - Lembra-te de Mim
Summit $8,300,000 - 2.212 $3,752 $8,300,000 1
5 3 Shutter Island Paramount $8,140,000 -38.5% 3.356 $2,426 $108,008,000 4
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-14 20:24:38

"Estado de Guerra" e "Green Zone":
a guerra numa escala pessoal

Na mesma semana em que "Estado de Guerra" foi premiado com 6 Oscars, estreia "Green Zone": ambos são filmes que retratam missões no Iraque.



O Iraque em "Estado de Guerra e "Green Zone": histórias mais pessoais num contexto de guerra

A guerra no Iraque continua a ser um assunto actual e inspirador em Hollywood. Mas após alguns filmes com carga ideológica ou motivados por uma agenda política, como "Redacted" ou "Peões em Jogo", surgem agora dramas mais focados em histórias vividas no cenário de guerra.

Assim acontece em "Estado de Guerra", de Kathryn Bigelow, que dramatiza a operação de uma brigada de minas no Iraque, e em "Green Zone: Combate Pela Verdade", estreado este fim-de-semana nos Estados Unidos e que vai ser exibido em Portugal a partir de 8 de Abril. A acção do filme acontece em 2003, no enclave seguro de Bagdade, a zona verde referida no título, onde um operacional, interpretado por Matt Damon, procura as famosas armas de destruição maciça.

É um filme de acção dirigido por Paul Greengrass (realizou dois episódios da série Bourne e "Voo 93" sobre os atentados do 11 de Setembro). Os resultados de "Green Zone" em sala e as vendas de "Estado de Guerra" em DVD (em Portugal também já foi editado para venda directa) podem validar a pertinência desta narrativa na abordagem do tema Iraque.


por: Tiago Alves
Tags: Acção,Filme de guerra,Trailer

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2010-03-13 02:00:07

Box Office da semana em Portugal (4 a 10 de Março 2010)

Única alteração na ordem do top 5 em relação ao fim-de-semana deu-se com a troca de "A Princesa e o Sapo" - menos forte nos dias úteis - por "Avatar" que teima em não largar os primeiros lugares ao fim de 12 semanas.


Pos TítuloDistribuidorReceita da semana (€)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia (€)Receita Acumulada (€)Semana
1 - Alice no País das Maravilhas Zon Lusomundo 1.027.189 - 81 12.681 1.027.189 1
2 - Amar… É Complicado! Zon Lusomundo 383.903 - 75 5.119 383.903 1
3 1 Shutter Island Zon Lusomundo 226.128 -33,9% 62 3.647 569.275 2
4 2 O Lobisomem Zon Lusomundo 108.471 -34,8% 62 1.750 617.257 3
5 3 Avatar Fox 89.386 -38,9% 33 2.709 6.816.918 12
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-13 01:46:54

Box Office da semana nos EUA (5 a 11 de Março 2010)

Sem novidades em relação ao fim-de-semana, "Alice no País das Maravilhas" termina os primeiros sete dias nas salas a liderar com uma quota de mercado avassaladora. "Shutter Island" e "Brookly's Finest" estão quase iguais com o thriller de Scorsese a ultrapassar o policial de Antoine Fuqua durante a semana.


Pos TítuloDistribuidorReceita da semana ($)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia ($)Receita Acumulada ($)Semana
1 - Alice no País das Maravilhas Buena Vista $146,625,356 - 3.728 $39,331 $146,625,356 1
2 1 Shutter Island Paramount $17,342,918 -41.5% 3.178 $5,457 $99,867,512 3
3 - Brooklyn's Finest Overture $17,061,472 - 1.936 $8,813 $17,061,472 1
4 2 Cop Out Warner Bros. $11,997,367 -48.3% 3.150 $3,809 $35,212,666 2
5 4 Avatar Fox $11,254,680 -42.5% 2.163 $5,203 $723,744,022 12
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-12 23:30:19

Pequeno balanço dos Oscars
... ou o elogio dos actores

Os actores foram os grandes vencedores dos Oscars 2010: não apenas enquanto grupo e comunidade, mas também na qualidade de símbolos inamovíveis da dimensão humana do próprio cinema
Pequeno balanço dos Oscars... ou o elogio dos actores

De tão evidente, provavelmente nem reparamos que o cartaz oficial da 82ª cerimónia dos Oscars da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood atribuía especial destaque aos actores — Steve Martin e Alec Baldwin, neste caso.

Não haveria, de facto, muitas figuras que a academia se atrevesse a expor, em tom mais ou menos lúdico, com a sua bem amada personagem coberta a ouro. O gesto reflectiu-se, afinal, no próprio espectáculo: não apenas pela repetição da fórmula de apresentação dos Oscars de melhor actor e melhor actriz (com os respectivos candidatos a serem elogiados por outros actores ou actrizes), mas pela evidência que todos eles tiveram ao longo da noite.

Há uma mensagem importante nesta evidência. Podemos resumi-la de forma irónica, dizendo que nenhum efeito especial poderá passar de forma interessante pela passadeira vermelha... Acima de tudo, Hollywood terá pretendido deixar uma mensagem implícita sobre a necessidade de não alienar a dimensão humana do próprio cinema.

Steve Martin e Alec Baldwin, no palco, e Meryl Streep, na plateia, definiram assim um exemplar triângulo simbólico. E tanto mais quanto a sua reunião não podia deixar de remeter para o filme de Nancy Meyers, "Amar É Complicado"/"It's Complicated", protagonizado pelos três. Sintoma suplementar: a comédia romântica está de volta!

                     
Ouça a crítica e balanço dos Óscares por João Lopes                
         


por: João Lopes
Tags: Oscars 2010,Oscar,Cinema Norte-americano

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2010-03-12 13:18:56

Travolta, versão chilena

"Tony Manero" é uma boa surpresa: um filme chileno que evoca os tempos da ditadura de Pinochet a partir de um homem fascinado pela figura de John Travolta em "Febre de Sábado à Noite"
Travolta, versão chilena
Alfredo Castro: um grande actor
a descobrir no centro de um drama chileno

Em termos cinematográficos, será que existe um realismo... chileno?

A resposta parece ser afirmativa. E só podemos dizer "parece", já que o nosso conhecimento da produção do Chile é praticamente nulo. Daí que a revelação do título chileno "Tony Manero" — e, justamente, do seu intransigente realismo — só possa ser saudada com um misto de surpresa e entusiasmo.

O filme de Pablo Larraín enraiza-se um twist que lhe confere universalidade, tanto quanto permite reforçar as componentes específicas da sua acção. Assim, a personagem central é nada mais nada menos que um fã da personagem de John Travolta ("Tony Manero") no filme "Febre de Sábado à Noite" (1977), de John Badham: vive obcecado pela sua imitação, visando concorrer a um concurso televisivo de duplos, uma espécie de "Ídolos" avant la lettre.

Acontece que nada disso é meramente cinéfilo, muito menos banalmente pitoresco. Como pano de fundo, a imiscuir-se em todos os detalhes do quotidiano, deparamos com o status quo da ditadura militar de Augusto Pinochet, numa evocação que vive, justamente, da precisão do detalhe realista.

Apoiado num excelente trabalho de actores — com inevitável destaque para o protagonista, Alfredo Castro, nome prestigiado do teatro chileno —, "Tony Manero" é a prova real da vitalidade potencial de qualquer olhar realista. Nessa medida, o trabalho de Pablo Larraín acaba por inscrever-se numa vaga (crítica & realista) que podemos detectar em muitas formas actuais da produção das Américas e do continente europeu.
 

 

 

Poster de «Tony  Manero»


TONY MANERO

Raúl é dançarino e actua num bar nos arredores da cidade de Santiago do Chile, ao som da música do filme "Febre de Sábado à Noite", imitando o seu ídolo, Tony Manero. Quando a televisão estatal anuncia um concurso de sósias de Tony Manero, Raúl não olhará a meios para se transformar no seu ídolo.

De Pablo Larrain com Amparo Noguera, Alfredo Castro, Paola Lattus; Drama; 97m; M/12; BRA, CHILE; 2008

Ouça a crítica de João Lopes
por: João Lopes
Tags: Estreias

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2010-03-12 10:57:37

Oscars 10: o ano da indiferença

Após a entrega dos prémios fica a certeza de que as estatuetas deste ano não tiveram qualquer reflexo nas bilheteiras. Mau prenúncio ou apenas uma situação momentânea?



Do ponto de vista do Box Office, foi um ano em que os Oscars de pouco ou nada valeram.

"Estado de Guerra" que ganhou seis categorias após carreira insípida nas salas de cinema, já se encontra à venda em DVD. Com 21 milhões de dólares de box office em todo o mundo será o filme menos visto de sempre a ganhar a categoria mais importante dos Oscars.

 A maior parte dos outros nomeados também passou quase despercebida. Por exemplo, em Portugal, "Precious" não passa dos 33 mil espectadores após 4 semanas nas salas. "Uma Outra Educação" vai nos 10 mil e "Um Homem Sério" nos 8 mil espectadores. "Avatar", "Sacanas Sem Lei", "Distrito 9" e "Up-Altamente" já fizeram o que tinham a fazer.

Os filmes que que premiaram os actores ainda nem estrearam e não se prevê que obtenham grandes resultados.

Ou seja, ao contrário do que se passou no ano passado, em que "Quem Quer Ser Bilionário" foi projectado para o êxito muito por culpa do destaque dado pelos Oscars, este ano, houve um desinteresse quase total em relação aos nomeados pela Academia.

As razões são várias. Uma delas pode muito bem ter sido o lançamento de "Avatar" que chamou para si todo o interesse do público nos últimos meses, a que se junta a estreia de "Alice no País das Maravilhas", mesmo em cima da cerimónia.

Outra razão para o desinteresse em relação aos Oscars é bem mais séria e prende-se com as datas de estreia. À medida que desaparece o intervalo entre a data de estreia nos Estados Unidos e o resto do mundo, deixa de ser possível o esquema tradicional de esperar pelas nomeações para lançar o filme internacionalmente.

Há que lembrar que "Estado de Guerra" já anda por aí desde Setembro de 2009.

Para que melhor possam compreender a pouca projecção que o filme de Kathryn Bigelow teve, propomos uma olhadela aos resultados de bilheteira dos vencedores da categoria de melhore filme nos últimos dez anos:


TítuloAnoBox Office Mundial (milhões de dólares)
Estado de Guerra 2009 21,3
Quem Quer Ser Bilionário? 2008 377,4
Este País Não É Para Velhos 2007 162,1
The Departed: Entre Inimigos 2006 289,8
Colisão 2005 98,4
Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos 2004 216,7
O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei 2003 1.119,1
Chicago 2002 306,7
Uma Mente Brilhante 2001 313,5
Gladiador 2000 457,6

Como podem ver, nem sequer "Colisão", que em 2005 foi considerado Melhor Filme, apesar de o maior número de estatuetas ter ido para "O Segredo de Brokeback Mountain", teve uma carreira tão apagada como o vencedor deste ano.

por: António Quintas
Tags: Oscars 2010,Oscar,Box Office

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2010-03-12 10:39:34

"Alice no País das Maravilhas" domina box office mundial

Tim Burton regressou em grande, menos de três anos após “Sweeney Todd”. “Alice no País das Maravilhas” estreou com excelentes números em todo o mundo e, neste momento, é o filme com maior receita em 2010.
Alice no País das Maravilhas domina box office mundial
Helena Bonham Carter no papel da Raínha Vermelha em "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton.


Na América do Norte, a Alice de Tim Burton rendeu 116 milhões de dólares nos primeiros 3 dias.

Em destaque entre os diversos máximos batidos pelo filme estão:

- Melhor primeiro fim-de-semana durante o Inverno;

- Sexta melhor abertura de sempre;

- Melhor estreia de sempre para o realizador Tim Burton (bate "Planeta dos Macacos, de 2001);

- Segunda melhor estreia para Johnny Depp (atrás de "Piratas das Caraíbas: Cofre do Homem Morto" de 2006).

Nos mercados internacionais, o Reino Unido foi o melhor com quase 17 milhões de dólares, melhor estreia de sempre para uma não-sequela. A seguir, os melhores foram a Itália, a Rússia e a Austrália.

No total, “Alice no País das Maravilhas” fez 94 milhões fora dos Estados Unidos, o que somado com a receita norte-americana dá 210 milhões de dólares a nível mundial, de quinta-feira a domingo. A 14ª melhor estreia de sempre.

No final da primeira semana, o valor já subiu para quase 234 milhões de dólares.

Em Portugal, o resultado esteve em linha com o resto do mundo: Foi o melhor primeiro fim-de-semana de uma obra de Tim Burton; de um filme com Johnny Depp e de um lançamento da Disney.

A ajudar à festa esteve o habitual impulso dado pelos preços das sessões em 3D, mas se compararmos os números de "Alice no País das Maravilhas" com outra estreia recente, a proeza ganha outro valor: os 828 mil euros somados pela adaptação da obra de Lewis Carroll também suplantaram o primeiro fim-de-semana de "Avatar" no mercado português.
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-12 01:07:33

Primeiro trailer de "Eclipse"

Já são conhecidas as primeiras imagens da terceira parte da saga "Crespúsculo - Twilight". Estreia mundial em 30 de Junho.


por: Tiago Alves
Tags: Trailer

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2010-03-09 23:34:05

Estreias Cinema > 11 de Março

Em destaque esta semana, dois filmes portugueses: "Cinerama" de Inês Oliveira e "Tony" uma curta-metragem de Bruno Lourenço, complementando o drama de Pablo Larrain "Tony Manero".  Os thrillers "Visto do Céu" e "O Livro de Eli", completam o cartaz.


 
Poster de «Cinerama»

CINERAMA


Humberto Murzelo matou-se por enforcamento. Os amigos, Catarina, Paulo e Victor, apontam o dedo à empresa onde Humberto trabalhava e querem que esta assuma a responsabilidade pelo seu suicídio. Para provarem que têm razão, os três decidem raptar o director da empresa. Mas esse gesto será o princípio de uma bola de neve de consequências trágicas...

De Inês Oliveira com Sofia Marques, Diogo Dória, Ricardo Aibéo; Drama: 93m; M/12; 2009

 
Poster de «Visto do Céu»

VISTO DO CÉU

Uma adolelescente, depois de morta, observa a sua família e o seu assassino a partir do céu. Ela vai ter que equilibar o desejo de vingança, para ver a sua família novamente feliz.

De
Peter Jackson com Susan Sarandon, Mark Wahlberg, Rachel Weisz; Thriller; 139m; M/12; EUA; 2009
 
Poster de «O Livro de Eli»

O LIVRO DE ELI


Cidades sem leis em que as estradas pertencem a gangs de assassinos que matam em troca do nada. Tudo à volta são marcas de uma destruição catastrófica. Eli, guereiro por necessidade, protege não só a sua vida como está empenhado em conseguir dar um futuro à humanidade.

De
Allen e Albert Hughes com Denzel Washington, Mila Kunis, Tom Waits; Thriller, Western  117m; M/16; EUA; 2010

 
Poster de «Tony Manero»

TONY MANERO


Raúl é dançarino e actua num bar nos arredores da cidade de Santiago do Chile, ao som da música do filme "Febre de Sábado à Noite", imitando o seu ídolo, Tony Manero. Quando a televisão estatal anuncia um concurso de sósias de Tony Manero, Raúl não olhará a meios para se transformar no seu ídolo.

De
Pablo Larrain com Amparo Noguera, Alfredo Castro, Paola Lattus; Drama; 97m; M/12; BRA, CHILE; 2008
 
Poster de «Tony»

TONY


Jorge é ascensorista e bagageiro de um hotel de Lisboa. Vive numa pensão familiar e é constantemente assediado pela filha da dona. Ao mesmo tempo que resiste aos seus avanços, o tímido rapaz alimenta um sonho: ser a incarnação do cantor Tony de Matos. Esta obsessão leva-o a inscrever-se num singular concurso de karaoke. Jorge ao dar vida à figura do seu herói, percebe que, afinal, não está só...

De
Bruno Lourenço com Rita Martins, Sofia Marques, Francisco Nascimento; Drama; 25m; M/12;POR; 2008     
por: Maria Antonieta

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2010-03-08 23:48:38

Tim Burton dominador
Box Office do fim-de-semana nos EUA
> 5 a 7 de Março 2010

Na América do Norte, "Alice no País das Maravilhas" fez muito mais do que ser o #1. Deixou a concorrência a milhas e catapultou o mercado para o melhor mês de Março de sempre.

Tim Burton dominadorBox Office do fim-de-semana nos EUA> 5 a 7 de Março 2010
Com "Alice no País das Maravilhas, "Tim Burton conseguiu a melhor estreia de sempre da sua carreira.

É um lugar comum dizer que "os números falam por si", mas neste caso a expressão serve como uma luva. "Alice no País das Maravilhas" estreou com 116 milhões de dólares. O segundo filme mais visto nem sequer chegou aos 15 milhões.

Entre as diversas marcas de destaque estão: melhor primeiro fim-de-semana para um filme estreado em Março, sexta melhor abertura de sempre, melhor estreia para o realizador Tim Burton (bate "Planeta dos Macacos, de 2001) e segunda melhor estreia para Johnny Depp (atrás de "Piratas das Caraíbas: Cofre do Homem Morto" de 2006).

A outra estreia da semana, o polícial "Brooklyn's Finest", ficou-se por uns singelos 13,3 milhões e os restantes filmes do top 5 já em exibição quebraram na casa dos 40%.


Pos TítuloDistribuidorReceita do fim-de-semana ($)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia ($)Receita Acumulada ($)Semana
1 - Alice no País das Maravilhas Buena Vista $116,101,023 - 4 $31,143 $116,101,023 1
2 - Brooklyn's Finest Overture $13,350,299 - 2 $6,896 $13,350,299 1
3 1 Shutter Island Paramount $13,225,411 -41.6% 3 $4,162 $95,750,005 3
4 2 Cop Out Warner Bros. $9,289,311 -49.0% 3 $2,949 $32,504,610 2
5 4 Avatar Fox $8,118,102 -40.5% 2 $3,753 $720,607,444 12
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-08 22:56:40

Alice no país dos recordes
Box Office do fim-de-semana em Portugal
> 4 a 7 de Março 2010

"Alice no País das Maravilhas" entrou forte no mercado português com diversos máximos de bilheteira.

Alice no país dos recordesBox Office do fim-de-semana em Portugal > 4 a 7 de Março 2010
"Alice no País das Maravilhas" é a melhor estreia do ano até ao momento.

Com estreia nacional um dia antes do lançamento nos Estados Unidos (cortesia do facto de, por cá, as estreias terem lugar à quinta-feira), "Alice no País das Maravilhas" em versão Tim Burton não só dominou por completo as preferências dos portugueses como estabeleceu diversos máximos:

Foi o melhor primeiro fim-de-semana de uma obra de Tim Burton; de um filme com Johnny Depp e de um lançamento da Disney.

A ajudar à festa esteve o habitual impulso dado pelos preços das sessões em 3D, mas se compararmos os números de "Alice no País das Maravilhas" com outra estreia recente, que incluia grande quantidade de ecrãs com a nova tecnologia, a proeza ganha outro valor: os 828 mil euros somados pela  adaptação da obra de Lewis Carroll também suplantaram o primeiro fim-de-semana de "Avatar" no mercado português.

Em #2 ficou outra estreia, a comédia "Amar... É Complicado" com a dupla de apresentadores do Oscars, Steve Martin e Alec Baldwin a contracenar com Meryl Streep. Os quase 300 mil euros foram um resultado honroso, sobretudo tendo em conta que o filme de Burton arrebatou grande parte dos espectadores.

Tendo tudo isso em conta, a queda de 29% de "Shutter Island" em segundo fim-de-semana acaba por ser, também, um bom desempenho.

Mais fracos estão "O Lobisomem" em #4 e "A Princesa e o Sapo" em #5, já com medias por cópia muito fracas.

Por fim, há que registar a saída de "Avatar" do top 5 nacional ao fim de 12 semanas de presença ininterrupta. O filme de James Cameron já foi visto por quase 1,2 milhões de portugueses.

Pos TítuloDistribuidorReceita do fim-de-semana (€)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia (€)Receita Acumulada (€)Semana
1 - Alice no País das Maravilhas Zon Lusomundo 828.043 - 76 10.895 828.043 1
2 - Amar… É Complicado! Zon Lusomundo 299.524 - 70 4.279 299.524 1
3 1 Shutter Island Zon Lusomundo 183.476 -29,1% 60 3.058 525.640 2
4 2 O Lobisomem Zon Lusomundo 91.965 -31,3% 60 1.533 599.672 3
5 4 A Princesa e o Sapo Zon Lusomundo 74.766 -15,7% 52 1.438 1.037.372 5
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-08 13:43:18

Saudando Jack Nicholson
... aliás, Meryl Streep

Meryl Streep é o novo ícone da festa dos Oscars. Não precisa de ganhar porque, literalmente, não tem nada a perder.
Saudando Jack Nicholson... aliás, Meryl Streep
Onde está o Wally?

Where's Jack?

Na noite de celebração de Hollywood, Jack Nicholson não se mostrou. Presença emblemática de muitas cerimónias dos Oscars, o actor de Easy Rider (1969), Voando Sobre um Ninho de Cucos (1975) e Shining (1980) não apareceu no Kodak Theatre. Em boa verdade, ele tinha-se tornado uma espécie de símbolo unificador da própria festa: acontecesse o que acontecesse, com vencedores e vencidos (incluindo o próprio), Jack era o "Joker" benigno de Hollywood — o verdadeiro Mister Cinema.

Pois bem, não foi apenas Kathryn Bigelow que, com enfática e sereníssima glória, marcou pontos na afirmação do feminino. Na ausência de Jack Nicholson, o seu lugar foi ocupado, não à força, mas em nome de uma naturalidade também ela tecida de serenidade, por Meryl Streep, adequadamente envolvida na brancura de um vestido de austera elegância.

À sua 16ª nomeação, Meryl Streep transformou-se, de facto, na pura expressão daquilo que, por mais atribulações digitais que possam acontecer, Hollywood nunca dispensou nem dispensará. A saber: o universo específico dos actores — entenda-se: da arte de representar — como dimensão única do cinema e da sua singular fusão de indústria, criatividade e glamour.

É uma condição que transcende o banal espírito competitivo que predomina na visão mediática dos Oscars. Foi isso mesmo que Stanley Tucci (que com ela contracenou em "Julie & Julia") fez questão em celebrar quando, na apresentação de Meryl Streep, a definiu pela justeza de três palavras enfáticas: simply the best.

No offense, Miss Bullock.

por: João Lopes
Tags: Oscar,Cinema Norte-americano,Oscars 2010

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2010-03-07 18:15:44

Oscar 10: os vencedores

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood entregou pela 82ª vez os prémios de cinema mais famosos do mundo. Uma noite em que "Estado de Guerra" fez a festa ao somar 6 prémios e ao triunfar nas duas categorias mais importantes: Realização e Melhor Filme.

Oscar 10: os vencedores
Kathryn Bigelow com o Oscar: uma mulher consagrada
na categoria de Realização à quarta nomeação em 82 anos

Kathryn Bigelow confirmou o favoritismo e ganhou o Oscar de Melhor Realizador. É a primeira vez, em 82 anos de Oscars, que uma mulher recebe a estatueta nesta categoria. "Estado de Guerra" foi premiado com 6 Oscars - além de Melhor Realização, reuniu os prémios de Melhor Filme, Argumento Original, Montagem, Montagem Sonora e Mistura de Som. O filme estreou em Portugal em Setembro passado e já está disponível em DVD, mas o público Lisboa e Porto ainda o pode ver em três salas de cinema.

"Avatar" de James Cameron foi o penalizado, recolhendo os prémios de Efeitos Visuais, Direcção Artística e Fotografia. "Up - Altamente" foi premiado como Melhor Filme Animado e na categoria de Banda Sonora Original. "Precious", de Lee Daniels, também recebeu dois Oscars: Argumento Adaptado e Actriz Secundária, para Mo'nique. Sandra Bullock ganhou o Oscar de Melhor Actriz em "Um Sonho Impossível - The Blind Side" (estreia em Portugal no dia 25 de Março). Crazy Heart" consagrou Jeff Bridges, de 60 anos, como Melhor Actor (a distribuição nas sdalas portuguesas nãoe stá assegurada). No filme, o actor, que já tinha sido nomeado 5 vezes sem qualquer sucesso, interpreta um decadente cantor country. O tema "The Weary Kind" foi premiado com o Oscar de Melhor Canção. A Academia premiou Christoph Waltz como Actor Secundário pelo papel do oficial nazi em "Sacanas Sem Lei", de Quentin Tarantino.

"The Cove - A Baía da Vergonha" (já estreado em Portugal) como Melhor Documentário. Aconteceu surpresa na categoria de Melhor Filme Estrangeiro onde o argentino "El Secreto de Sus Ojos" foi premiado em detrimentos dos favoritos europeus (o francês "Um Profeta" e o alemão "O Laço Branco").

Aqui fica a lista dos vencedores nas principais categorias:

Melhor Filme: Estado de Guerra
Avatar | Nas Nuvens (Up In the Air) | Precious | Distrito 9 (District 9) | Uma Outra Educação (An Education) | Sacanas Sem Lei (Inglorious Basterds) | Um Homem Sério (A Serious Man) | Up- Altamente (Up) | Um Sonho Possível (The Blind Side)

Melhor Realização: Kathryn Bigelow - Estado de Guerra
James Cameron (Avatar) | Quentin Tarantino (Sacanas Sem Lei) | Lee Daniels (Precious) | Jason Reitman (Nas Nuvens)

Melhor Actor: Jeff Bridges - Crazy Heart
George Clooney (Nas Nuvens) | Colin Firth (Um Homem Singular) | Morgan Freeman (Invictus) | Jeremy Renner (Estado de Guerra)

Melhor Actriz: Sandra Bullock - Um Sonho Possível
Helen Mirren (The Last Station) | Carey Mulligan (Uma Outra Educação) | Gabourey Sibide (Precious) | Meryl Streep (Julie e Julia)

Melhor Actor Secundário: Christoph Waltz - Sacanas Sem Lei
Matt Damon (Invictus) | Woody Harrelson (The Messenger) | Christopher Plummer (The Last Station) | Stanley Tucci (Visto do Céu)

Melhor Actriz Secundária: Mo'nique - Precious
Penelope Cruz (Nove) | Vera Farmiga (Nas Nuvens) | Maggie Gyllenghall (Crazy Heart) | Anna Kendrick (Nas Nuvens)

Melhor Argumento Original:
Mark Boal - Estado de Guerra
Sacanas Sem Lei | The Messenger | A Serious Man | Up - altamente

Melhor Argumento Adaptado: Geoffrey Fletcher - Precious
Distrito 9 | Uma Outra Educação | In the Loop | Nas Nuvens

Melhor Filme Estrangeiro: El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
Ajami (Israel) | La Teta Assustada (Peru) | Um Profeta (França) | O Laço Branco (Alemanha)

Melhor Filme de Animação: Up - Altamente
Coraline | O Fantástico Senhor Raposo | A Princesa e o Sapo | The Secret of Kells

Melhor Curta-Metragem de Animação: Logorama - Nicolas Schmerkin
The Door (Juanita Wilson e James Flynn) | Instead of Abracadabra (Patrik Eklund e Mathias Fjellström) | Kavi (Gregg Helvey) | Miracle Fish (Luke Doolan e Drew Bailey) | The New Tenants (Joachim Back e Tivi Magnusson)

Melhor Documentário: The Cove - A Baía da Vergonha - Louie Psihoyos e Fisher Stevens
Burma VJ (Anders Østergaard e Lise Lense-Møller) | Food, Inc. (Robert Kenner e Elise Pearlstein) | The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers (Judith Ehrlich e Rick Goldsmith) | Which Way Home (Rebecca Cammisa)

Melhor Documentário (curta-metragem): Music by Prudence - Roger Ross Williams e Elinor Burkett
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province (Jon Alpert e Matthew O’Neill) | The Last Campaign of Governor Booth Gardner (Daniel Junge e Henry Ansbacher) | The Last Truck: Closing of a GM Plant (Steven Bognar e Julia Reichert) | Rabbit à la Berlin (Bartek Konopka e Anna Wydra)

Melhor Curta-Metragem: The New Tenants - Joachim Back e Tivi Magnusson
The Door (Juanita Wilson e James Flynn) | Instead of Abracadabra (Patrik Eklund e Mathias Fjellström) | Kavi (Gregg Helvey) | Miracle Fish (Luke Doolan e Drew Bailey)

Melhor Direcção Artística: Rick Carter, Robert Stromberg e Kim Sinclair - Avatar
Nove | Sherlock Holmes | A Jovem Vitória | Parnassus - O Homem Que Queria Enganar o Diabo (The Imaginarium of Doctor Parnassus)
 
Melhor Fotografia:
Mauro Fiore - Avatar
Harry Potter e o Príncipe Misterioso | Estado de Guerra | Sacanas Sem Lei | O Laço Branco

Melhor Guarda-Roupa:
Sandy Powell - The Young Victoria
Estrela Cintilante | Coco Antes de Chanel | Nine | Parnassus - O Homem Que Queria Enganar o Diabo (The Imaginarium of Doctor Parnassus)

Melhor Montagem: Bob Murawski and Chris Innis - Estado de Guerra
Avatar | Distrito 9 | Estado de Guerra | Sacanas Sem Lei | Precious

Melhor Caracterização: Star Trek - Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow
Il Divo | Star Trek |  A Jovem Vitória

Melhor Banda Sonora Original: Michael Giacchino - Up-Altamente
Avatar | O Fantástico Senhor Raposo | Estado de Guerra | Sherlock Holmes

Melhor Canção Original: "The Weary Kind" música e letra de Ryan Bingham e T Bone Burnett - Crazy Heart  
Almost There (A Princesa e o Sapo) | Down In New Orleans (A Princesa e o Sapo) | Loin de Paname (Paris 36) | Take It All (Nove)

Melhor Montagem Sonora: Paul N.J. Ottosson - Estado de Guerra
AvatarSacanas Sem Lei | Star Trek | Up-Altamente

Melhor Mistura de Som: Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett - Estado de Guerra
AvatarSacanas Sem Lei | Star Trek | Transformers 2

Melhores Efeitos Visuais: Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones - Avatar
Distrito 9 | Star Trek por: António Quintas
Tags: Oscars 2010,Oscar,Palmarés,Cinema Norte-americano

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2010-03-07 15:26:15

Sandra Bullock: pior... e melhor

Ganhou a Framboesa de Ouro para pior actriz e o Oscar de melhor actriz.
Sandra Bullock: pior... e melhor
Sandra Bullock agradecendo o Razzie:
Esta mulher é capaz do pior e do melhor...

Sandra Bullock ganhou dois Razzies, nas categorias de melhor actriz e pior dupla pela prestação na comédia "All About Steve. Os Razzies, as framboesas de Ouro, distinguem os piores do ano ("Transformers - Retaliação" venceu na categoria de filmes - os premiados todos estão disponíveis aqui)

A actriz fez história ao ganhar, no mesmo ano, o Razzie e o Oscar na categoria de melhor actriz pelo desempenho no drama "Um Sonho Impossível - The Blind Side".

Ler mais sobre o assunto:
> Um Oscar para Sandra Bullock? > A senhora 200 milhões de dólares

por: Tiago Alves
Tags: Oscar,Palmarés,Actriz

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2010-03-06 20:23:50

Regressando à tradição romântica

Nancy Meyers, argumentista e realizadora, reencontra a herança de autores como George Cukor, Leo McCarey ou Vincente Minnelli: a comédia romântica não morreu
Regressando à tradição romântica
"Amar É Complicado":
artifício dramático e realismo social

A base das peripécias de "Amar É Complicado" traduz bem o sentido de ironia que as comédias românticas podem conter. Assim, esta é a história de uma mulher, divorciada há dez anos, que se envolve com um um homem casado — acontece que esse é homem é o seu... ex-marido.

Nancy Meyers (argumentista/realizadora) consegue recuperar um tom de ambivalência — simultaneamente factual e moral, objectiva e subjectiva — que é a imagem de marca do género, tal como foi consolidado ao longo dos anos 30/40 por cineastas como George Cukor, Leo McCarey ou Vincente Minnelli. Daí que este seja um filme com tanto de artifício dramático como de realismo social.

Também de acordo com a tradição, os actores constituem, neste registo, um trunfo fundamental: Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin são excelentes, além do mais confirmando que continua a ser possível criar personagens interessantes, muito para além dos estereótipos dos "adolescentes" que invadiram as comédias (pouco românticas) da última década. Também por isso, este é um filme que vem mostrar que Hollywood não perdeu o contacto com o melhor da sua tradição.
 

 

 

Poster de  «Amar... É Complicado!»


AMAR... É COMPLICADO!

Jane é mãe de três filhos já crescidos que tem uma relação amigável com o seu ex-marido Jake. Mas quando os dois se encontram fora da cidade, por acasião da cerimónia de final de curso de um dos filhos, as coisas começam a complicar-se. Uma inocente refeição a dois, transforma-se num caso amoroso. Com Jake casado, Jane transforma-se agora "na outra mulher"...

De Nancy Meyers com Steve Martin, Meryl Streep, Alec Baldwin; Comédia; 120m; M/12; EUA; 2009


Ouça a crítica de João Lopes
por: João Lopes
Tags: Cinema Norte-americano,Estreias

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2010-03-05 19:44:10

Box Office da semana em Portugal (25 de Fevereiro a 3 de Março 2010)

"Shutter Island" reafirmou o domínio nas salas portuguesas e, durante a semana, foi aumentando a vantagem para "O Lobisomem". É também o único, entre os filmes do top 5, a conseguir uma média por cópia interessante. À porta desta lista, em #6, "Espião Nas Horas Vagas" foi o segundo melhor da semana nesse campo.


Pos TítuloDistribuidorReceita da semana (€)Variação (%)# de CópiasMédia por cópia (€)Receita Acumulada (€)Semana
1 - Shutter Island Zon Lusomundo 342.156 - 63 5.431 342.156 1
2 1 O Lobisomem Zon Lusomundo 166.271 -51,3% 65 2.558 507.697 2
3 2 Avatar Castello Lopes 146.207 -32,4% 63 2.321 6.726.619 11
4 3 A Princesa e o Sapo Zon Lusomundo 98.301 -27,6% 60 1.638 962.577 4
5 4 Chovem Almôndegas Columbia Warner 87.331 -29,5% 50 1.747 557.982 3
por: António Quintas
Tags: Box Office

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2010-03-04 01:00:42

"Alice" como fábula política

Como sempre, Tim Burton filma a fantasia para sentir os pés bem assentes na terra: a sua"Alice" é uma fábula genuína, fiel ao espírito de Lewis Carroll
Alice como fábula política
Johnny Depp, aliás, o Chapeleiro Louco

Nada que a história não nos ensine. Mas também algo que a visão "lírica" da infância, e da chamada literatura infantil, tende a recalcar. Ou seja: "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, permanece desde o século XIX como uma genial fábula política sobre os prós e contras do crescimento e a atracção/repulsa da idade adulta.

"Forçando" a sua Alice a um envelhecimento inusitado, projectando a sua história num tempo claramente pós-infância, Tim Burton acentua esse sentimento paradoxal de que quanto mais Alice se embrenha nas atribulações da imaginação ("este é o meu sonho", diz ela), mais desafia as convenções e preconceitos da ordem social e familiar em que está inserida.

O Chapeleiro Louco é essa espécie de garante (figura paterna cúmplice dos delírios filiais) da viagem de Alice, alguém que possui o mais político dos dotes: saber identificar os lugares do poder.

É uma ironia bizarra que este filme seja promovido como um acontecimento em 3D. Assim é, de facto, mas confunde-se os instrumentos da tecnologia com as especificidades da narrativa. Como sempre, Tim Burton é esse narrador (louco, talvez) que nos lança no artificio para proclamar a mais terrena das verdades: por cada gesto que fazemos, alguma forma de poder interessa-se por nós - "cortem-lhe a cabeça", grita a Rainha Vermelha.


 

 
Poster de «Alice no País das Maravilhas (V.P.) (III)»


ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

A história que todo o mundo conhece... Alice, menina curiosa, cansada do seu mundo monótono, acaba por cair no maluco País das Maravilhas, ao seguir o apressado coelho...

De Tim Burton com Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Johnny Depp; Acção, Aventura; 108m; M/4; EUA; 2010


> Ouça o comentário de João Lopes


por: João Lopes
Tags: Cinema Norte-americano,Estreias

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2010-03-03 20:08:33

Alice ainda mora aqui

Tim Burton regressou ao Estúdio Disney para concretizar um remake e sequela do clássico de 1951.
Alice ainda mora aqui

Não restam dúvidas de que Tim Burton é o visionário capaz de imaginar "Alice no País das Maravilhas" em pleno Século XXI. Mas o projecto encerrava algumas dificuldades: Burton regressou ao estúdio Disney - onde deu os primeiros passos como animador - e enfrentava o desafio de evitar a redundância perante uma história clássica amplamente adaptada e graficamente explorada.

O argumento desta nova versão resolve parte do problema fazendo pontes temporais ao assumir a idade adulta de Alice (Mia Wasikowska parece que cresceu para fazer este papel). Ela tem 19 anos e reentra num submundo que conheceu mas do qual não se lembra - insiste em dizer que é o seu sonho - onde reencontra uma série de personagens que a reconhecem: o coelho, o gato, o chapeleiro louco (Johnny Depp), os gémeos Tweedle e a Rainha Vermelha (o melhor desempenho de Helena Bonham Carter).

Os elementos visuais da história original são valorizados por uma utilização do 3 D nada exagerada e que expande os traços das personagens imaginadas por Tim Burton. A tecnologia do momento serve a história e define o estilo do realizador.

Esta versão de Alice resulta como um remake subtil do desenho animado produzido pela Disney em 1951, mas a partir dessa matriz é desenvolvida uma nova narrativa, uma espécie de sequela, que acentua os dilemas do final da adolescência da personagem e valoriza o lado mais adulto da fábula de Lewis Carroll.

Não estamos perante o filme mais surpreendente ou espantoso de Tim Burton, nem a obra-prima do estúdio Disney. Mas resolve bem o o complexo desafio que encerrava: o cineasta alcança a síntese entre classicismo e modernidade, um compromisso entre o seu universo original e a tradição da Disney.


 

 
Poster de «Alice no País das Maravilhas (V.P.) (III)»


ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

A história que todo o mundo conhece... Alice, menina curiosa, cansada do seu mundo monótono, acaba por cair no maluco País das Maravilhas, ao seguir o apressado coelho...

De Tim Burton com Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Johnny Depp; Acção, Aventura; 108m; M/4; EUA; 2010

por: Tiago Alves
Tags: Estreia,Cinema Norte-americano

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Os 5 Melhores

ANTICRISTO, de Lars Von TRIER

NAS NUVENS, de Jason REITMAN

O LAÇO BRANCO, de Michael HANEKE

PRECIOUS, de Lee DANIELS

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, de Tim BURTON

Box-Office
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Fim-de-semana de 11 a 14 de Março 2010
  Portugal EUA
1 Alice no País das Maravilhas Alice no País das Maravilhas
2 Amar... É Complicado! Combate Pela Verdade
3 O Livro de Eli She's Out Of My League
4 Shutter Island Lembra-te de Mim
5 Visto do Céu Shutter Island
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DVD Memória

FEBRE DE SÁBADO À NOITE (1977)

Quando surgiu, este foi um filme capaz de alterar a percepção do próprio espectáculo cinematográfico: primeiro, pela integração do disco-sound, redefinindo toda a paisagem criativa e comercial da música; depois, pela invenção de um novo tipo de herói das classes populares. Na confluência de tudo isso, nascia uma estrela: John Travolta.

2009-03-12 11:05:35
Não Perder de Vista

Saudando Jack Nicholson
... aliás, Meryl Streep

Meryl Streep é o novo ícone da festa dos Oscars. Não precisa de ganhar porque, literalmente, não tem nada a perder.

2010-03-08 13:43:18

Tim Burton, presidente em Cannes:
"é um sonho tornado realidade"

Festival anuncia escolha do cineasta para presidir ao júri da selecção oficial.

2010-01-26 13:47:13

O estranho mundo de Burton

Este é um ano de eleição para Tim Burton que estreará a sua versão de "Alice" e presidirá ao júri do Festival de Cannes. Impõe-se esta retrospectiva de carreira.

2008-11-17 23:00:00

Sandra Bullock: a senhora 200 milhões

Sandra Bullock destacou-se nas bilheteiras durante 2009. Três filmes e dois sucessos nos Estados Unidos deram-lhe o título de actriz mais rentável do ano.

2010-01-10 12:25:10
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