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2009-10-20 13:56:46

Algumas fotos do Rip Curl Pro Search

Aqui podem ver algumas imagens enviadas pelo Miguel Pedreira directamente de Peniche :)


por: Catarina Limão

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2009-10-20 13:32:39

Rip Curl Pro Search

O Rip Curl Pro Search 09, que se realiza em Peniche, entre 18 e 30 deste mês, é a nona etapa do World Tour masculino e a quarta do feminino, os principais circuitos mundiais de surf.

O Grand Slam do surf mundial é uma espécie de primeira divisão profissional, onde competem apenas os 45 melhores surfistas masculinos e as 17 melhores senhoras, apurando os campeões mundiais no final de cada ano.

Ao todo são apenas 10 etapas masculinas e 7 femininas, realizadas sempre em ondas de grande qualidade, que normalmente proporcionam condições de excelência aos surfistas e grandes espectáculos de surf aos milhares de seguidores destes circuitos.

O Rip Curl Pro Search é, no entanto, a única etapa móvel do circuito masculino, estreando-se este ano no feminino.

Todos os anos a Rip Curl decide um destino diferente para esta sua etapa, já realizada na Ilha Reunião, no México, no Chile e na Indonésia, sempre com ondas fantásticas, sendo por isso uma das etapas mais aguardadas todos os anos pelos atletas, até porque a sua localização mantém-se em segredo até muito perto da data de realização.

Assim, este ano o Rip Curl Pro Search realiza-se pela primeira vez no Hemisfério Norte, tendo a península de Peniche a honra de o receber, muito graças às suas famosas ondas e capacidade para receber boas ondulações.

Sete anos após a última etapa deste circuito realizada no nosso país, então na Figueira da Foz, Portugal volta a receber os melhores surfistas do mundo

Os mundiais de surf e o WCT em Portugal

O Rip Curl Pro Search é uma das etapas dos principais circuitos mundiais de surf masculino e feminino deste ano, e realiza-se em Peniche, de 18 a 30 de Outubro.

O nosso país já recebe etapas do circuito mundial de surf masculino há precisamente 20 anos. Em 1989, o visionário Pedro Martins Simões, então empresário do ramo, trouxe pela primeira vez a Portugal os melhores surfistas do mundo, para uma prova que ficou para sempre na memória de todos os que a acompanharam.

Realizada na Ericeira, essa etapa foi então vencida pelo australiano Rob Bain. No ano seguinte, o mítico Tom Curren venceu a etapa portuguesa, a caminho do seu terceiro título mundial e numa época em que o circuito era ainda único.

Essas duas provas abriram o caminho para a realização até hoje de dezenas de provas do mundial de surf em Portugal, de Moledo a Sagres.

Mas, a partir de 1992, a Association of Surfing Professionals – entidade que rege o surf profissional em todo o mundo – decidiu dividir os circuitos em WCT e WQS, ou seja, em circuito principal, com menos etapas, menos atletas e melhores ondas, e circuito de qualificação, sem limite de inscrições, com muito mais etapas e a apurar os primeiros 15 atletas do ranking final para o WCT do ano seguinte.

Assim, Portugal recebeu o primeiro WCT Masculino pela primeira vez em 1996, na Figueira da Foz, também pela mão de outro empresário do ramo visionário – Fernando Eloy – com a vitória a sorrir a outro australiano, Matt Hoy, mas com o mítico Kelly Slater a conquistar nas nossas águas o seu quarto título mundial, apesar de ter sido derrotado pelo português Bruno Charneca.

Em 1997 a Adrenalina acrescentou outro WCT, na Praia Grande, em Sintra, ao da Figueira da Foz, que se manteve, ambos já com prova feminina também, mas infelizmente nenhuma voltou a repetir-se em 98 ou 99.

Em 2000, a João Lagos Sports pegou no projecto da Figueira e realizou na Praia do Cabedelo mais um WCT, que em 2001 foi cancelado em cima da hora, devido ao ataque terrorista efectuado aos Estados Unidos.

Retomado em 2002, infelizmente esse evento não contou com as melhores condições e a prova masculina acabou por não terminar, devido à escassez de ondas mas também de uma alguma insensatez por parte dos atletas masculinos. A prova feminina terminou e foi vencida pela havaiana Megan Abubo.

Desde então, nunca mais houve uma etapa do principal circuito mundial de surf em Portugal, o que, obviamente, deixou os muitos fãs portugueses bastante tristes, apesar de se terem mantido algumas das etapas mais importantes do circuito de qualificação entre nós, todos os anos.

Assim, após 7 anos de jejum, os portugueses vão poder ver novamente, ao vivo e em ondas nacionais, os melhores surfistas do mundo em acção. O Rip Curl Pro Search será a oitava vez que Portugal recebe uma etapa do principal circuito mundial de surf masculino e apenas a quarta vez no feminino.

A luta pelo título masculino

Esta etapa do circuito mundial de Surf vai ser decisiva para a atribuição do título deste ano.

Com a disputa ao rubro, sobretudo entre os dois amigos australianos Joel Parkinson e Mick Fanning, ambos de 28 anos, a penúltima etapa do circuito pode muito bem definir esta luta cada vez mais acesa em 09.

Joel começou bem o ano, vencendo três das primeiras 5 etapas, adiantando-se assim na liderança e dando a entender que este seria o seu ano, depois de dois vice-títulos. Mas Fanning, que foi campeão mundial em 07, venceu as duas últimas etapas antes de Mundaka, no País Basco, e colou-se na pontuação ao seu amigo de infância, que nunca foi campeão do mundo sénior.

O nove vezes campeão mundial e actual campeão em título, Kelly Slater, ainda só venceu uma prova este ano, embora não esconda o seu desejo de alcançar um décimo título. Slater nunca pode ser visto como uma carta fora do baralho nestas questões e este ano há que contar ainda com Bede Durbidge, CJ Hobgood, Taj Burrow ou mesmo Bobby Martinez, todos em grande forma e muito regulares em 09.

Mas no Rip Curl Pro Search joga-se muito mais do que apenas o título mundial! O português Tiago Pires, único representante português no Top 45 mundial, também procura aqui um bom resultado, de forma a melhorar a sua posição no ranking mundial e a requalificar-se para 2010.

Saca, como é conhecido o surfista da Ericeira, já conseguiu este ano um brilhante 3º lugar na etapa francesa, eliminando, entre outros, o campeão mundial em título, Kelly Slater. Mas o objectivo de Tiago é alcançar mais bons resultados até ao final do ano e nada como estar em casa para capitalizar nas vantagens que isso proporciona.

Entre o maior contingente europeu de sempre no World Tour, com 7 atletas do velho continente representados na elite do surf mundial, há que destacar ainda Marlon Lipke. Embora represente oficialmente a Alemanha, Marlon é um produto genuíno do surf nacional e um algarvio de gema!

Este seu primeiro ano no World Tour não está a correr como desejava, mas se há um local de onde Marlon guarda boas memórias, esse lugar é Peniche, onde conquistou o seu título europeu de júniores, há 3 anos, numa final com ondas memoráveis. Pode ser que estas voltem a aparecer e que Lipke volte a brilhar.

A luta pelo título feminino

Se a luta pelo título mundial de surf masculino está ao rubro este ano, a do título feminino não podia estar mais agitada!

Embora a australiana Stephanie Gilmore, de apenas 21 anos, seja a bi-campeã mundial em título graças a um grande domínio do circuito em 07 e 08, e se encontre actualmente na primeira posição do ranking mundial, com três finais em três etapas, a verdade é que este ano, a jovem sorridente tem tido uma forte concorrência por parte da brasileira Silvana Lima.

A pequena Silvana, que completa 25 anos durante o Rip Curl Pro Search, em Peniche, no caso das senhoras de 26 a 30 de Outubro, fartou-se dos segundos lugares (é a vice-campeã mundial em título) e já venceu as duas últimas etapas de 09, derrotando na final de ambas precisamente Stephanie Gilmore.

Como Steph venceu a primeira etapa, mantém-se na liderança do ranking mundial, mas a ameaça da brasileira a partir desta que será a quarta prova feminina do ano, poderá ser demasiado forte.

Com o excelente momento de forma que também atravessam as ex-campeãs mundiais Sofia Mulanovich e Chelsea Hedges, além das havaianas Melanie Bartels e Coco Ho (a mais nova do circuito e uma das 5 muito jovens estreantes este ano), nada está garantido, mas que esta estreia do Rip Curl Pro Search no feminino vai ser muito interessante de observar, disso não haja dúvidas!

O local e os Wildcards

Como sempre nestes tipo de campeonatos, será um evento móvel, que terá como base uma das três estruturas montadas, em três dos principais spots da zona de Peniche – Supertubos será a prioridade número um, mas também existem palanques no Lagide (Baleal) e no Pico da Mota, na zona do Béltico. No entanto, o campeonato vai-se realizar sempre na praia onde estiverem as melhores ondas, mesmo que não seja uma destas três!

Devido á sua peculiar geografia, Peniche é uma das melhores zonas da Europa para a prática do surf, uma vez que recebe todo o tipo de ondulações, que proporcionam boas ondas com praticamente todas as direcções de vento. Supertubos, claro, é a sua rainha, podendo apresentar ondas de qualidade mundial!

E com ondas tão específicas, muitas vezes são os surfistas locais que melhor conhecem as suas características e que, por isso, melhor as sabem aproveitar.

Por isso, no dia 18 de Outubro, Domingo, a organização decidiu realizar um mini-campeonato masculino de triagens, apenas entre 16 surfistas portugueses convidados, cujo vencedor terá direito a um wildcard (ou convite) para a prova principal, podendo assim competir de igual para igual com os melhores do mundo!

Entre estes atletas encontram-se surfistas como Ruben Gonzalez, Justin Mujica, João Guedes, David Luís, Alexandre Ferreira ou mesmo os júniores Frederico Morais e Vasco Ribeiro, entre outros, que assim se juntarão aos outros dois wildcards atribuídos directamente pelo patrocinador – o brasileiro Bruno Santos (que nasceu em Portugal, curiosamente), vencedor da etapa tahitiana do ano passado, precisamente como wildcard, e o júnior sensação australiano Owen Wright, de apenas 19 anos, e que em 2010 será membro do top 45 de pleno direito, uma vez que já se encontra qualificado para tal.

Na prova feminina existe apenas um wildcard, que foi atribuído directamente à jovem surfista francesa Pauline Ado, a primeira atleta europeia a sagrar-se campeã mundial, neste caso na categoria júnior, no início deste ano.

Miguel Pedreira


por: Catarina Limão

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