Miguel Freitas

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ANTENA 3


2012-05-29 16:39:49

Cosmopolis

Cosmopolis
O novo filme de David Cronenberg estreia esta semana em Portugal com o apoio da 3. 

O José Paulo Alcobia esteve no Festival Internacional de Cinema de Cannes e entrevistou o realizador David Cronenberg e os atores Robert Pattinson e Paul Giamatti.

Após "Um Método Perigoso", David Cronenberg regressa com Cosmopolis, um filme que abandona o tom psicanalítico presente em muitas das suas obras. Desta vez Cronemberg opta por um filme altamente estilizado, com diálogos antinaturais.

O multimilionário Eric Packer (Robert Pattinson) cruza Nova Iorque na sua limousina insonorizada, no eclodir da crise financeira para ir ao seu barbeiro que fica do outro lado da cidade. A cidade está em estado de sítio, motivada pela visita do presidente dos Estados Unidos. Mas Packer continua indiferente ao caos continuando a negociar milhões no mercado monetário, a fazer teste médicos à próstata, entre algum sexo, tudo no interior da apetrechada viatura.  

Aqui ficam excertos dessas conversas que vão estar em destaque na 3 nos próximos dias.

Robert Pattinson


José Paulo Alcobia (JPA) - Packer é um milionário com uma relação estranha com o dinheiro? Não se importa de perder milhões no mercado monetário. Podes dar-me a tua avaliação porque ele é tão nihilista?

Robert Pattinson (RP) - Acho que quando se ganha muito dinheiro no mercado accionista, na minha opinião nada faz sentido. Sejamos bons ou maus neste jogo. Quando observo as pessoas a perder dinheiro, isso é natural para mim. Mas ver o Packer a perder já não. A realidade sucumbe quando se ganha dinheiro continuadamente. Nem é ser nihilista. O dinheiro não deforma o pensamento do Packer, pois são só números. Ele fala em nomes de moedas e pode trocá-las por qualquer coisa como um RAT. É como se não comprasse nada. Vive num carro.

JPA - Como esperas que os teus fans de "Crepúsculo" reajam a um filme como Cosmopolis?

RP - Não sei. Espero que gostem. Vi pessoas comprarem o livro, e muitas acharam-no fantástico e falaram dele. Os fans do Crepúsculo gostam de ler e são mais velhos do que se possa imaginar. Não sei. Penso que o filme é bastante relevante. Talvez as pessoas o apreciem.

David Cronenberg


JPA - Quando leu pela primeira vez o romance do Don de Lillo qual foi a coisa que o seduziu para pensar nele como um projeto de cinema?

David Cronemberg (DC) - Quando li pela primeira vez Cosmopolis, o livro do Don de Lillo, o que me atraiu foi o dialogo. Tinha lido vários romances dele e sabia que os seus diálogos eram belíssimos, muito distintos... Era uma espécie de Harold Pinter, com um modo muito estilizado e um ritmo especial. Penso que o dialogo podia ser avassalador num filme. Se pudéssemos ter óptimos atores e as conversas serem nesse registo, seria muito interessante. Esse foi o meu ponto de partida para criar um filme.

JPA - Mesmo sabendo que o livro lida com assuntos complexos, parece-me que não teve problemas com adaptação ao cinema?

DC - É interessante porque existem muitas coisas num romance que não se podem passar ao cinema. São dois "media" muito diferentes. Quando estava no processo de adaptação, existiam elementos que sabia pela minha experiencia, não funcionariam em filme. Então temos que pôr na criação algo de inovador, nunca a tradução do romance, mas algo de cinematograficamente novo. A partir do momento em que aceitamos o que estamos a criar, tudo se torna mais fácil. Sabemos que a combinação inclui, neste caso, a minha sensibilidade mesclada com a do Don de Lillo, com os atores e o resto da equipa. E é excitante desde que todos a possamos compreender.

Nos próximos dias deixamos aqui a entrevistas completas. Lembramos que o elenco do filme está em Lisboa para a apresentar Cosmopolis.

por: Gonçalo Castro

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