Bengo
MPLA........ 73%
Unita......... 4%
Benguela
MPLA........ 82%
UNITA...... 12%
Bié
MPLA........ 75%
UNITA...... 17%
Cabinda
MPLA........ 57%
UNITA...... 36%
Cuando Cubango
MPLA........ 80%
UNITA...... 14%
Cuanza Norte
MPLA........ 94%
UNITA...... 1%
Cuanza Sul
MPLA........ 89%
UNITA...... 5%
Cunene
MPLA........ 94%
UNITA...... 2%
Huambo
UNITA...... 81%
MPLA........14%
Huíla
MPLA........ 90%
UNITA...... 3%
Luanda
MPLA........ 77%
UNITA...... 14%
Lunda Norte
MPLA........ 67%
PRS.......... 21%
UNITA...... 6%
Lunda Sul
MPLA........ 46%
PRS.......... 46%
UNITA...... 3%
Malange
MPLA........ 92%
UNITA...... 2%
Moxico
MPLA........ 86%
PRS.......... 5%
UNITA...... 4%
Namibe
MPLA........ 95%
UNITA...... 1%
Uíge
MPLA........ 88%
UNITA...... 4%
Zaire
MPLA........ 68%
FNLA.........16%
UNITA...... 9%
Nacionais:
MPLA ...... 81,65%
UNITA...... 10,59%
PRS.......... 3.03%
FNLA........ 1,15%
ND............ 1,13%
Até já.
UNITA....10,53%
PRS ..... 3,11%
FNLA..... 1,15%
É surpreendente a votação no Bié, onde a UNITA esmagou o MPLA em 1992.
Desta vez, o MPLA, até ao momento, vai à frente com 73% contra apenas 19% do partido do Galo Negro.
No Huambo, MPLA regista 81,53% e a UNITA 14%
Em Cabinda, é menos folgada a vantagem do MPLA com 58% para 35% da UNITA.
Na capital, em Luanda, escrutinadas 20% das mesas, o MPLA consegue 77% dos votos, a UNITA 15% e a FNLA menos de 2%.
Há províncias onde a UNITA chega a ser a terceira força política.
Amanhã de manhã, às 8 horas, a CNE apresentará nova contagem.
Repetiram-se os problemas de ontem. Das 320 mesas em Luanda que deveriam reabrir logo pela manhã, mais de 100 voltaram a não o fazer por falta do "Kit Eleições".
Tem sido interessante a forma como o presidente da Comissão Nacional Eleitoral vai justificando os problemas logísticos verificados aqui em Luanda, embora sem atribuir a responsabilidade pelo sucedido.
Igualmente interessante é a reacção dos observadores. Prudência e tempo para avaliar. A chefe da missão da União Europeia só vai reagir oficialmente na Segunda-feira, ao meio-dia.
Neste momento há poucas pessoas a votar, mas as urnas vão ficar abertas até ao final da tarde. Ontem, encerraram às dez da noite e a contagem decorreu pela noite dentro.
Esta noite, as assembleias de voto só vão fechar às 22 Horas.
No resto do país, o processo eleitoral decorreu com normalidade.
Os partidos, especialmente a UNITA, têm sido muito cautelosos nas críticas e na forma como comentam os problemas registados esta manhã, em Luanda. Ninguém quer despoletar qualquer incidente pelo qual venha a ser considerado culpado. A tragédia de 1992, quando Jonas Savimbi nao reconheceu o resultado das eleicões, está ainda muito fresca na memória dos angolanos.
Estou na escola Njinga Mbande, perto do largo 1.º de Maio, no centro de Luanda, onde as mesas só abriram cinco horas depois. E foi curioso ver a paciência das pessoas. Uma senhora dizia-me que "vale a pena esperar só para pôr lá o meu voto!". Está aqui um senhor mesmo ao meu lado a dizer que "este povo é generoso" e que "estamos sempre a sofrer sofrimento!".
São quase 18 horas e a expectativa está em saber se a votação se vai estender para amanhã. Hoje, pelo menos, as urnas só irão encerrar quando não houver mais ninguém para votar.
E também é verdade que a UNITA ficou longe da mobilização conseguida pelo "M".
Vejam como fiquei e qual é a cor do chão.
Adoro esta terra!
Angola quer ser um exemplo para África e mostrar ao mundo que fez eleições livres, justas e transparentes. Os partidos políticos estão interessados em que tudo corra bem e ninguém quer repetir a tragédia de 1992.
A máquina eleitoral está montada; houve um grande trabalho de educação cívica e a Comunidade Internacional vai assistir de muito perto a todo o processo.
Estive no centro de escrutínios e fui o último "estranho" a lá entrar. Ficaram apenas os locais e os espanhóis que montaram o sistema e que vão supervisionar tecnicamente a contagem.
Pelo que vi, meus amigos, Angola prepara-se para calar muitas vozes que continuam a olhar para este país com a mesma atitude de há cinco ou dez anos.