As Ilhas Desconhecidas

85 Anos depois da viagem de Raul Brandão, sinta as cores e os contrastes dos Açores

RTP

2009-05-08 00:00:00

As Ilhas Desconhecidas - Santa Maria e Porto Santo

Programa emitido em 2009-05-08
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Quarto e último episódio da série de Vicente Jorge Silva, inspirada livremente no grande clássico de Raul Brandão. A ilha de Santa Maria, nos Açores, e a ilha do Porto Santo, na Madeira, têm algumas afinidades físicas e históricas, sublinhadas pela memória de Cristóvão Colombo. Finalmente, a ilha da Madeira suscita um cruzamento entre as impressões de Brandão, registadas em 1924, e os sentimentos do próprio autor da série, nascido no Funchal duas décadas depois. por:
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2009-05-01 00:00:00

As Ilhas Desconhecidas - S.Jorge, Terceira e S.Miguel

Programa emitido em 2009-05-01
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Terceiro episódio da série de Vicente Jorge Silva, inspirada no livro de Raul Brandão, o maior clássico português da literatura de viagens do século XX.

Neste episódio, são visitadas as ilhas de S. Jorge, ainda hoje uma das mais misteriosas dos Açores, a Terceira, com a memória do terramoto de Angra e a sua reconstrução, e S. Miguel. O percurso de Brandão é evocado mais de oitenta e cinco anos depois - e a actualidade das suas impressões sobre a magia insular mantém-se, largamente, intacta. por:
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2009-04-24 00:00:00

As Ilhas Desconhecidas - Faial, Pico e Ilha da Madeira

Programa emitido em 2009-04-24
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Segundo episódio da série que Vicente Jorge Silva adaptou do grande clássico de Raul Brandão, As Ilhas Desconhecidas.

O Faial e o Pico, a ilha que mais fascinou Brandão na sua viagem pelos Açores e a Madeira, são revisitadas, oitenta e cinco anos depois. Lugares impregnados de memória e força telúrica, mas onde o tempo deixou marcas profundas. Do vulcão dos Capelinhos até à montanha do Pico, uma redescoberta dos segredos e magia dos Açores. por:
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Um dos principais livros de viagens da literatura portuguesa e, sem dúvida, o maior escrito no último século, "As Ilhas Desconhecidas" de Raul Brandão (1867-1930) é o relato de uma longa digressão pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira, entre Junho e Agosto de 1924.

Uma época em que as paisagens, tradições, modos de vida e costumes insulares eram ainda muito pouco conhecidos no continente. É uma descoberta fascinante de mundos longínquos, exóticos e mágicos que Brandão descreve de forma intensa, apaixonada, num estilo fortemente visual e pictórico, transmitindo-nos a atmosfera, as cores sempre em mutação, os contrastes e o espírito dos lugares, as combinações múltiplas entre os quatro elementos: ar, água, terra, fogo.

De Lisboa ao Corvo - título, aliás, do primeiro capítulo do livro - resume a trajectória essencial entre o conhecido e o desconhecido, esse desconhecido que tem como pólo magnético a mais pequena ilha dos Açores, onde Brandão vai encontrar uma comunidade absolutamente singular no seu isolamento ancestral.

Mas se o Corvo parece ser o principal centro da curiosidade e obsessão do viajante, a descoberta da Floresta Adormecida (ilha das Flores), da Ilha Azul (Faial) e da ilha negra do Pico, a pesca da baleia e o ambiente fabuloso do Atlântico Açoriano, as lagoas e jardins de S. Miguel acabam por ser envolvidos num idêntico fascínio e perturbação dos sentidos, como se o mistério da Atlântida desaparecida pairasse no ar e no fogo das origens vulcânicas das ilhas.