Constituindo a etapa mais fecunda e gloriosa das Artes e das Letras em Espanha, o período compreendido entre o Renascimento e o Barroco, isto é, o Siglo de Oro, estendeu-se ao longo de quinhentos e seiscentos. Nessa época a ficção do país vizinho alcançaria o apogeu de universalidade e expressão com o “Dom Quixote”, a obra-prima de Miguel de Cervantes, e outros géneros literários onde sobressaem as obras picarescas Lazarillo de Tormes, de autor anónimo, cuja edição mais antiga data de 1554, concebida em forma de autobiografia e num estilo epistolar como se de uma longa missiva se tratasse, e Guzmán de Alfarache, publicada, em duas partes, na viragem do século, da autoria de Mateo Alemán, escritor que estabeleceu e consolidou as suas tipologias características. Além disso, foi também a época dourada da poesia, visto Juan Boscán e Garcilaso de la Vega terem adaptado o género lírico transalpino ao castelhano e proporcionado que a sua expressão máxima fosse conseguida na prosa de Santa Teresa de Ávila e na poesia mística de Frei Luis de León e São João da Cruz.
João Chambers
Dia 7 O “Século de Ouro”, apogeu das Artes e das Letras espanholas desde o Renascimento de quinhentos até ao Barroco de seiscentos, explicitado, para além de poesia de Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Francisco de Quevedo, Calderón de la Barca e Diego Hurtado de Mendoza, com repertório de Cristóbal de Morales, Tomás Luís de Victoria, Francisco Guerrero, Diego Ortiz e Sebastián de Vivanco.
Dia 14 O classicismo vienense, a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” e a transição para o Romantismo ilustrados através de obras de Johann Schobert, Ludwig van Beethoven, Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart e Franz Schubert.
Dia 21 A evolução harmónica a partir do Renascimento, o desenvolvimento da técnica do contraponto e do coral e a música de Hieronymus Praetorius, Jacob Obrecht, Gilles Henri Hayne, Kaspar Förster, Hans Leo Hassler e Johann Sebastian Bach.
Dia 28 O fim do “Antigo Regime” e as guerras e reformas na Europa da Idade das Luzes assinalados através de criações de Marc-Antoine Charpentier, Franz Xaver Richter, de quem se assinala, no próximo dia 1 de Dezembro, o tricentenário do nascimento, Wolfgang Amadeus Mozart, André Campra, Francesco Provenzale e Charles Avison.