Com a polémica da avaliação dos professores na ordem do dia, a nível nacional, nos Açores e na Madeira, os processos prosseguem calma e tranquilamente.
Enquanto milhares de professores protestam por todo o país, os dos Açores sabem já que este ano vão ser avaliados, com toda a tranquilidade, até porque a Região autónoma tem um estatuto da carreira docente diferente, quer do nacional, quer da Madeira.
Na Madeira, o Governo de Alberto João Jardim decidiu suspender o modelo de avaliação e atribuir " Bom " a todos os professores, nos anos lectivos de 2007 a 2009.
Nos Açores, não será assim: haverá do Insuficiente ao Excelente, mas os critérios na Região são diferentes do que no Continente.
No arquipélago, existe o princípio da carreira única, não há quotas e o sistema é mais simplificado, onde as notas dos alunos não interferem com a avaliação dos professores.
Os critérios para avaliar os docentes não são definidos pelas escolas. Bem pelo contrário: os objectivos são iguais para todos os docentes e para todas as escolas, em todas as ilhas açorianas.
Existe uma grelha comum de avaliação e os avaliadores, que na Região são designados de anotadores, só têm de confirmar se os objectivos foram ou não cumpridos.
Outra diferença é que a nota da avaliação não interfere com o concurso de colocação de professores: tem apenas efeitos na progressão das carreiras e para a atribuição de prémios.